“Perdi R$ 91 mil no bitcoin”, diz moradora de Carapicuíba

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"Usaram a religião para enganar a mim e aos outros”, diz Gilmara / Foto: reprodução/Facebook

Uma dona de casa de Carapicuíba conta que, empolgada com a promessa de alto retorno, juntou as economias, fez até empréstimo, e investiu, junto a familiares, R$ 131 mil em bitcoins, na empresa GenBit. No entanto, ela recebeu apenas R$ 40 mil e, há seis meses a empresa não lhe paga mais nada. Ou seja, a família perdeu R$ 91 mil, desconsiderando a inflação.

Ao Uol, Gilmara Carcetti dos Santos contou que uma amiga lhe falou que havia investido na corretora GenBit e que a empresa estava pagando até 15% ao mês em cima do capital aportado pela pessoa, sem atrasos. “Achei que seria um bom negócio, pois poderia usar parte do rendimento para arcar com os R$ 2.600 do meu tratamento de saúde. Hoje ele é pago pelo meu marido, que é autônomo”, lamenta.

Gilmara tem doença de Behçet (mal crônico que pode causar feridas na boca e nos órgãos genitais, inflamação nos olhos e feridas na pele) e hipertensão intracraniana, um tipo de transtorno neurológico.

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Ela conta ter ficado com medo de investir, mas acabou convencida pelos membros da GenBit, com sede em Campinas, após salientarem que os responsáveis pela empresa são evangélicos. “Como também sou evangélica, achei que isso seria um tipo de ‘selo de qualidade’ e acreditei ainda mais na ideia. Hoje, no entanto, vejo que só usaram a religião para enganar a mim e aos outros”.

A GenBit disse, segundo o Uol, que os atrasos no pagamento ocorreram por causa da “maxidesvalorização dos ativos digitais” e das “crescentes orientações” da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o órgão regulador do mercado financeiro. A CVM investiga a empresa e proibiu que ela faça oferta pública de investimento.

A empresa, que promete regularizar os pagamentos em 60 dias, teve uma grande alta no número de processos que enfrenta na Justiça. São 330 ações até janeiro.

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