Prefeito de SP diz que aumento da passagem é “inevitável” e em Osasco empresas pedem reajuste para até R$ 6,94

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onibus osasco
Ivan Cruz / PMO

O período de virada de ano deve ser marcado por aumento da passagem de ônibus em cidades de toda a Grande São Paulo. Na Capital, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou nesta quinta-feira (4) que o reajuste é “inevitável”, devido à alta do diesel. Em Osasco, as empresas responsáveis pelo serviço apresentaram pedidos de reajuste da tarifa para até R$ 6,94, na última reunião do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana (Comurb), no fim do mês passado.

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“A tendência é que o diesel feche o ano aumento 60%. É praticamente impossível você não ter isso refletido na tarifa”, declarou o prefeito de São Paulo em entrevista à Rádio Eldorado. “Era muito importante não ter aumento de tarifa, mas quando você tem o aumento do diesel que o governo federal não conseguiu conter… A gente ouviu muito discurso anteriormente, mas, na prática, isso não tá acontecendo, é natural que você acabe levando isso para o preço da tarifa”, completou Ricardo Nunes.

Em Osasco, a Viação Osasco e a Urubupungá apresentaram na reunião do Comurb índices dos aumentos de custos para a prestação do serviço desde o último reajuste da tarifa de ônibus, em 2019, como as altas nos preços do diesel e de peças, acessórios etc., mão-de-obra e queda de arrecadação, com a diminuição do número de passageiros transportados devido à pandemia, entre outros fatores.

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Para as empresas, o preço da passagem de ônibus em Osasco deveria ser de até R$ 6,94 para compor os parâmetros previstos no contrato de concessão para operação do transporte.

O último reajuste no preço da passagem em Osasco aconteceu em 1º de janeiro de 2019, quando a tarifa subiu de R$ 4,35 para os atuais R$ 4,50. A Prefeitura barrou aumentos no início de 2020 e deste ano, em meio à crise econômica causada pela pandemia de covid-19, e ainda não se manifestou sobre um possível novo aumento nesta virada de ano.

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ricardo nunes prefeito de sao paulo
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo: “A tendência é que o diesel feche o ano aumento 60%. É praticamente impossível você não ter isso refletido na tarifa”

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