Preso no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho é envolvido com empresa de Barueri suspeita de pirâmide financeira

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Passaporte supostamente falso usado por Ronaldinho Gaúcho no Paraguai / Foto: reprodução

Preso nesta quarta-feira (4), no Paraguai, por suspeita de uso de passaporte falso, o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho também é envolvido com uma empresa de Barueri investigada por suspeita de promover pirâmide financeira.

O irmão dele, Assis, e um brasileiro suspeito de fornecer os documentos falsos para a dupla também foram detidos. Por acordo do Mercosul, não há a necessidade de apresentar passaporte brasileiro para entrar no Paraguai. Este é um dos pontos da investigação das autoridades paraguaias.

A detenção no Paraguai é mais um episódio nebuloso envolvendo Ronaldinho Gaúcho. Em outubro do ano passado, o ex-jogador esteve no Ministério Público Estadual (MPE-SP) em Barueri para depor em uma investigação sobre uma denúncia de crime contra a economia popular conhecido como pirâmide financeira supostamente cometido pela empresa 18K Ronaldinho, que mantinha contrato com ele.

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Pirâmides Financeiras são esquemas empresariais nos quais a principal receita é a remuneração pela indicação de novos membros, com uma taxa de entrada no negócio. Trata-se de uma prática fraudulenta que atrai pequenos investidores com a promessa de ganhos rápidos e retornos altos.

18k ronaldinho
Material de divulgação utilizado pela 18k Ronaldinho, investigada por suspeita de promover um esquema de pirâmide financeira

No suposto esquema, a 18k, usando a imagem de Ronaldinho Gaúcho, teria oferecido investimento em criptomoedas com rendimento diário de até 2% ao dia.

“Nada a ver”

“O Ronaldinho foi convidado como testemunha para se manifestar no inquérito. Como testemunha, prestou as informações que lhe foram solicitadas. O problema é o eventual crime praticado pela empresa. O Ronaldo não tem nada a ver com essa suposta prática de pirâmide financeira”, afirmou Sérgio Queiroz, advogado de Ronaldinho, segundo reportagem da revista Época.

O ex-jogador havia assinado um contrato com a 18k em 2016, inicialmente para a venda de relógios. Depois, houve novo acordo para que a empresa vendesse produtos em geral que não concorressem com a Nike, da qual Ronaldinho é embaixador.

“Nas últimas semanas começaram a dizer que esse pessoal estava oferecendo remuneração para terceiros. Fomos vendo o que eles estavam fazendo, notificamos e rescindimos o contrato”, disse o advogado do ex-jogador.

“Sistemática normal de mercado”

A 18k nega que promova um esquema de pirâmide financeira: “A empresa bonifica com base em seus próprios resultados, sistemática normal de mercado, a exemplo dos sistemas de cash back, sistemas de pontos e milhas de fidelidade, pontuação de cartões de crédito, etc.”, afirmou Gabriel Villarreal, advogado da empresa, segundo a revista Época.

Segundo o MPE-SP, Ronaldinho afirmou que não tem participação na empresa, apenas tinha um contrato com a fábrica de relógios (18k Watch).

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