Preso no Tamboré por desvio de R$ 400 milhões é liberado da cadeia

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Pablo em uma de suas luxuosas viagens internacionais / Foto: reprodução/redes sociais

Pablo Borges, de 24 anos, preso na semana passada em uma mansão no Tamboré, em Santana de Parnaíba, suspeito de liderar um esquema que teria desviado cerca de R$ 400 milhões de contas bancárias, segunda polícia, foi liberado da prisão. Ele fez um acordo e vai cumprir prisão domiciliar. Pablo abriu mão de bens milionários e se comprometeu a colaborar com as investigações.

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O acusado havia sido preso na Operação Ostentação, da Polícia Civil. Pablo é marido da modelo Marcella Portugal. Eles se casaram no civil recentemente e realizariam uma luxuosa cerimônia de casamento na sexta-feira (12) com uma festa para 800 convidados com direito a shows de Maiara & Maraisa e Henrique e Diego, mas a prisão frustrou os planos.

Mansão no Tamboré onde Pablo foi preso / Foto: reprodução/TV Globo

De acordo com a polícia, o grupo liderado por Pablo (outros dois comparsas também foram presos) utilizava um programa de computador que invadia contas bancárias e desviava o dinheiro para contas fantasmas e de laranjas.

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O delegado José Mariano de Araújo Filho, que coordena os trabalhos, afirmou que o esquema pode ter arrecadado R$ 400 milhões em 18 meses.

Os suspeitos utilizavam empresas de fachada para movimentar o dinheiro obtido por meio do esquema.

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Nas redes sociais, Pablo e Marcella ostentam uma vida de muito luxo e viagens internacionais. O Ministério Público afirma que Pablo comprou com os valores desviados diversos bens, entre os quais duas Ferraris, três Lamborghinis, uma Maserati e uma MacLaren e dezenas de outros veículos que somam mais de R$ 20 milhões.


Ele é apontado também como um dos maiores locadores de jatos e helicópteros de São Paulo. “Entre as extravagâncias cometidas por ele, destacam-se viagens para a Europa em jatos particulares, diárias em hotéis com valores que superam R$ 30 mil, compra de roupas e acessórios de alto valor, contratação do uso exclusivo de restaurantes famosos, aluguel de iates e outros gastos realizados à custa das inúmeras vítimas que ainda estão sendo identificadas”, diz a polícia.

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