Apenas 7 % dos alunos da rede estadual em Osasco conseguem se conectar ao ensino à distância, aponta Apeoesp

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Apenas 7 % dos alunos da rede estadual em Osasco conseguem se conectar ao ensino à distância, aponta Apeoesp
Osasco aparece entre as cidades com menor frequência de alunos da rede estadual no ensino à distância, segundo levantamento da Apeoesp / Foto: divulgação

O Ensino à Distância (EaD) implementado pelo governo do estado de São Paulo após a suspensão das aulas presenciais, devido à pandemia do novo coronavírus, ainda é uma realidade distante para grande parcela dos alunos matriculados na rede estadual. Em Osasco, apenas 7 % dos alunos conseguem se conectar, segundo levantamento do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Com o objetivo de identificar o acesso dos estudantes às atividades à distância, a entidade lançou uma plataforma em que os professores, de maneira voluntária, apontam diariamente essa participação dos alunos. Nos três primeiros dias de enquete, a média de comparecimento às aulas foi de 25% .

Segundo o levantamento, entre os dias 21 e 23 de maio, dentro de um universo de 50,4 mil alunos com frequência possível nas aulas remotas, apenas 13 mil conseguiram se conectar com seus professores. Participaram da enquete, neste período, 186 professores.

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A presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel, aponta a desigualdade social como principal entrave para o Ensino à Distância no país. Ela lembra que 66% dos brasileiros de 9 a 17 anos não acessam a internet em casa, de acordo com pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (CETIC).

“A gente tem muita preocupação com o EaD. Nos três dias de enquete, apenas 25% dos estudantes conseguiram se conectar e acompanhar a aula à distância. A internet não pode ser a única solução encontrada pelo governo do Estado. Outras alternativas devem existir como, por exemplo, programas educativos e de incentivo à leitura pela TV e pelo rádio, sem substituir o ensino presencial, que deve ser retomado após a pandemia”, defende Bebel.

No levantamento, as cidades que contaram com maior frequência de alunos à distância foram São Bernardo do Campo (78,8%); Mogi Mirim (75%) e Mauá (66%). Já as que tiveram menor índice são Caraguatatuba (2%); Presidente Prudente (5%) e Osasco (7%).

O questionário sobre a frequência estudantil das atividades do Ensino à Distância pode ser respondido por professores da rede estadual neste link. As informações serão disponibilizadas, a partir desta terça-feira (26), diariamente no site da Apesoesp.

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