Bancários podem parar a partir do dia 30

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O dirigente sindical Tafarel em mobilização na Cidade de Deus, em Osasco, dia 22
O dirigente sindical Tafarel em mobilização na Cidade de Deus, em Osasco, dia 22

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Após sete rodadas de negociação, a federação dos bancos (Fenaban) apresentou proposta para o o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região na sexta-feira, 19. O reajuste apresentado foi de 7% diante de uma inflação de 6,35% para a data base da categoria. Para os pisos a proposta é de 7,5%, aumento real de 1,08%. O Comando Nacional dos Bancários avaliou que a proposta é insuficiente e falta resolver questões importantes, como o fim das metas abusivas e ampliação das contratações. Haverá assembleia em São Paulo na próxima quinta-feira, 25 e, de acordo com o Sindicato, se a proposta não mudar vai haver greve nacional a partir do dia 30.

A média dos ganhos reais das categorias que negociaram no 1º semestre foi de 1,54%. Os bancos têm rentabilidade bem mais alta que outros setores, com condições de aceitar as reivindicações dos trabalhadores. Não queremos só aumento real, mas melhores condições de trabalho”, disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários. “Um setor que lucra bilhões de reais por semestre no Brasil não pode dar aumento real de 5% para os principais responsáveis pelos altos lucros, que são seus trabalhadores? Não pode contratar mais funcionários e acabar com as filas nas agências e o adoecimento na categoria? O resultado disso são bancários e clientes insatisfeitos”.

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Reivindicações

A categoria bancária entregou para a Fenaban, dia 1º de setembro, a pauta de reivindicações da categoria. Entre os itens principais estão o índice de 12,5% (reposição da inflação mais aumento real de 5,4%, acima da inflação), o piso salarial no valor de R$ 2.979,25 e a PLR (três salários base mais parcela adicional fixa de R$6.247). E reivindicam ainda melhores condições de trabalho, com o fim das metas individuais e abusivas.

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Principais reivindicações da Campanha Nacional 2014

Reajuste Salarial de 12,5%, sendo 5,8% de aumento real (inflação de 6,35%)
• PLR – três salários mais R$ 6247
• Piso – Salário mínimo do Dieese (R$ 2.979,25)
• Vales Alimentação, Refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá – Salário Mínimo Nacional (R$ 724);
• 14º salário
• Fim das metas abusivas e assédio moral – A categoria é submetida a uma pressão abusiva por cumprimento de metas, que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários
• Emprego – Fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e precarização das condições de trabalho
• Mais segurança nas agências bancárias

Dados da Categoria

Os bancários são uma das poucas categorias no país que possui Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com validade nacional. Os direitos conquistados têm legitimidade em todo o país. São mais de 500 mil bancários no Brasil, sendo 142 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o maior do país. Nos últimos dez anos, a categoria conseguiu aumento real – acumulado entre 2004 e 2013 – de 18,3%. Sendo 2010 (3,08%); 2011 (1,50%), 2012 (2,00%) e 2013 (1,82%).

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