Burocracia causou demora no Instituto do Câncer, diz governo do estado

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Primeira fase do centro oncológico foi inaugurada dia 11 / Foto: Ivan Cruz/SECOM/PMO
Primeira fase do centro oncológico foi inaugurada dia 11 / Foto: Ivan Cruz/SECOM/PMO

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Leandro Conceição

Após atrasos, o governo do estado inaugurou, incompleta, na segunda-feira, 11, a unidade Osasco do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A previsão é de que o centro oncológico só funcione integralmente “até o fim do ano que vem”, de acordo com o secretário-adjunto da Saúde do Estado, Wilson Pollara.

Mesmo com atraso, unidade foi entregue incompleta

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“Nós estamos pensando até o final do ano que vem estar com a carga total. Depende de outras aquisições, chegar aparelho de radioterapia, tomógrafo”, afirmou Pollara, durante a inauguração da primeira fase do “Icesp 2” (como é chamada unidade Osasco). “Até o fim do ano que vem teremos a parte de radioterapia completa”.
Segundo o secretário-adjunto, a demora na entrega da unidade, prometida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para novembro do ano passado foi causada por problemas burocráticos na transferência do prédio do “Icesp 2”, na Vila Yara, para o estado.
“Demorou por causa do problema burocrático da transferência do prédio para o estado. Tivemos alguns problemas burocráticos, para que a gente pudesse fazer uma documentação que não tivesse nenhum defeito para o futuro”.

Etapas
A filial de Osasco do Icesp é implantada em etapas. Nesta primeira fase, o hospital já está pronto para realizar cerca de 350 consultas e 130 sessões de quimioterapia mensalmente, segundo a assessoria do Icesp.
A unidade contará com especialistas em oncologia clínica, radioterapia e cuidados paliativos, além de uma equipe multiprofissional composta por dentistas, nutricionistas, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais.
No total, serão 12 poltronas de quimioterapia e dois aceleradores lineares (equipamentos de radioterapia).

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4 mil pacientes beneficiados

O centro oncológico deve beneficiar cerca de 4 mil pacientes da região, segundo a assessoria do Instituto. O “Icesp 2” ficará responsável por praticamente todo o atendimento oncológico dos pacientes residentes, além de Osasco, nos municípios de Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba.
Os casos mais complexos, como cirurgias, continuarão sendo encaminhados ao Icesp da Capital paulista.

O investimento do governo do estado para obras e compra de equipamentos no “Icesp 2” foi de R$ 12,9 milhões.
Um dos idealizadores, junto a Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA), da implantação do centro oncológico em Osasco, o deputado estadual Marcos Martins (PT) afirmou, em artigo, que o início das atividades do Icesp na cidade é uma “conquista imensurável”.
“Muitos pacientes, ao se dirigirem à Capital para fazer tratamento, para fazer radio e quimioterapia, estão debilitados e sofrem muito. Fomos às ruas e, com a ajuda popular, colhemos mais de 50 mil assinaturas em um abaixo-assinado que entregamos ao governo estadual cobrando a instalação de um centro de tratamento de câncer em Osasco”, lembrou Marcos Martins.

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