Paulinho da Força e Rogério Lins durante caminhada no calçadão de Osasco nesta sexta-feira, 21

Leandro Conceição

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O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SDD-SP), esteve em Osasco na tarde desta sexta-feira, 21, para participar de caminhada em apoio à candidatura de Rogério Lins (PTN) à prefeitura. Em entrevista ao Visão Oeste, ele comentou brevemente a prisão do aliado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara dos Deputados: “acho que é normal”.

Um dos principais aliados de Cunha, Paulinho da Força disse acreditar que o ex-deputado preso não vá fazer delação premiada. No entanto, ressaltou: “As pessoas quando vão presas devem pensar um pouco diferente do que quando estavam soltas. Acho que ele não vai fazer, pelo que conheço, mas vamos esperar”.

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Paulinho da Força também defendeu a PEC 241, a PEC do Teto de Gastos. Com ela, o governo de Michel Temer pretende limitar o crescimento das despesas públicas à inflação do ano anterior por um período de 20 anos. “O PT quebrou nosso país. É preciso moralizar, pôr ordem na casa, para que a gente possa ter de novo a volta dos investimentos, a volta do crescimento e a volta do emprego”.

Paulinho da Força discursa durante ato de campanha de Rogério Lins à prefeitura no calçadão de Osasco nesta sexta-feira, 21
Paulinho da Força discursa durante ato de campanha de Rogério Lins à prefeitura no calçadão de Osasco nesta sexta-feira, 21

Sobre a vinda a Osasco para apoiar a eleição de Rogério Lins, Paulinho da Força afirmou que pretende abrir as portas para Lins, caso eleito, junto a ministérios em Brasília. “Quero, a partir do dia 30 (segundo turno da eleição municipal), estar com o Rogério em Brasília para poder abrir as portas dos ministérios para trazer recursos para Osasco, melhorar a cidade, principalmente na área da saúde, que é o grande problema aqui hoje, me parece, da cidade”. Leia abaixo a íntegra da entrevista:

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Visão Oeste: O que te trouxe a Osasco para apoiar a candidatura de Rogério Lins?
Paulinho da Força: Aqui tem uma grande frente apoiando o Rogério Lins. Nosso partido decidiu, no segundo turno, apoiar o Rogério (no primeiro turno o Solidariedade apoiou Celso Giglio, do PSDB). E eu, como deputado federal, vim aqui não só me comprometer com a eleição do Rogério, mas também me comprometer em ajudar a cidade a partir daí.

Tenho vários amigos que estão nos ministérios em Brasília, [entre eles] Ministério da Saúde, Educação, Transporte, Turismo, enfim, todos os ministros são parceiros meus. E eu quero, a partir do dia 30 (segundo turno da eleição municipal), estar com o Rogério em Brasília para poder abrir as portas dos ministérios para trazer recursos para Osasco, melhorar a cidade, principalmente na área da saúde, que é o grande problema aqui hoje, me parece.

Qual sua posição sobre a PEC 241, a PEC do Teto dos Gastos?
Votei a favor da PEC 241 e vou votar terça-feira (25) novamente, porque o Brasil está afundando, está num buraco, porque o PT quebrou nosso país. É preciso moralizar, pôr ordem na casa, para que a gente possa ter de novo a volta dos investimentos, a volta do crescimento e a volta do emprego, que é o mais importante.

Por isso, votei a favor da PEC 241, para melhorar o Brasil. Isso [a PEC avançando] já deu alguma garantia, a gente já vê a queda dos juros, consequência da votação da PEC 241 e agora a gente começa uma expectativa de crescimento do Brasil, porque estamos mostrando ao mundo, e aos investidores, que agora tem ordem na casa, acabou a bandalheira que o PT fez.

"Se Eduardo Cunha vai fazer delação, eu não sei, porque agora é com ele. As pessoas quando vão presas devem pensar um pouco diferente do que quando estavam soltas. Acho que ele não vai fazer, pelo que conheço, mas vamos esperar".
“Se Eduardo Cunha vai fazer delação, eu não sei, porque agora é com ele. As pessoas quando vão presas devem pensar um pouco diferente do que quando estavam soltas. Acho que ele não vai fazer, pelo que conheço, mas vamos esperar”.

Os críticos dizem que a PEC vai diminuir os investimentos em saúde e educação. Há um estudo que aponta que, se a PEC estivesse valendo desde 1998, o salário mínimo seria hoje R$ 400 (menos da metade dos atuais R$ 880). Como avalia essas críticas?
Os críticos são, basicamente, do PT, que perderam o poder, não é? Isso é tudo conversa fiada do PT. Primeiro, que na saúde e educação nós garantimos o piso, um piso ligado ao PIB. A Educação, por exemplo, tem 6,1% do PIB. Então, se o PIB cresce, [o investimento em] saúde e educação cresce junto.

Além disso, o salário mínimo… isso é muito claro, a PEC não mexe naquilo que tem legislação. O salário mínimo tem uma lei que garante o aumento do salário mínimo, portanto também não mexe.

Então, isso é tudo conversa fiada de quem perdeu a eleição e quer manter o país no atraso, o país sem crescimento. Estamos tranquilos com isso, a PEC não prejudica ninguém. O funcionalismo público continua tendo aumento pela inflação. Então, está tranquilo, vamos votar a PEC na próxima terça-feira.

O senhor é um dos parlamentares mais fiéis ao [ex-presidente da Câmara] Eduardo Cunha. O que achou da prisão dele? Acredita que Cunha vá fazer delação?
Acho que já era esperada a prisão dele, desde que o processo caminhou. Se ele vai fazer delação, eu não sei, porque agora é com ele. As pessoas quando vão presas devem pensar um pouco diferente do que quando estavam soltas. Acho que ele não vai fazer, pelo que conheço, mas vamos esperar.

Mas o que o senhor achou da prisão dele?
Eu acho que ela é normal.

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