História de superação na AACD de Osasco vira símbolo da campanha do Teleton 2020

0
pacientes AACD de Osasco
Mãe e filho são pacientes da AACD de Osasco / Foto: Divulgação/AACD

Mariana de Oliveira, de 39 anos, e o seu filho Dudu, de 9 anos, são pacientes da AACD de Osasco desde 2013 e viram suas histórias de vida se tornarem símbolo da campanha do Teleton 2020. Dudu nasceu com uma má formação na coluna e sua mãe, que tem a doença de Crohn, teve os dedos das mãos e pernas amputadas devido a uma infecção intestinal seguida de infecção generalizada.

publicidade

A família conheceu o trabalho da AACD de Osasco dois anos após o nascimento de Dudu. Na instituição, o pequeno foi apresentado ao andador, passou por diversos acompanhamentos e conseguiu ter melhor desenvolvimento pessoal, motor e cognitivo. “Dudu nasceu com uma má formação na coluna, chamada mielomeningocele. No início, ele fazia fisioterapia em casa e estava se desenvolvendo muito bem, mas percebi que aquilo que eu proporcionava era pouco”, contou Mariana, ao site “HuffPost Brasil”.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Você já pensou em todas as possibilidades que a vida te dá? #repost @marideoliveira.com.br ・・・⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣⁣ Esse vídeo é um convite. Um convite para pensar em todas as possibilidades que a vida nos deu e nos dá. Pense nas possibilidades, não nas deficiências, vá além do seu limite. #possibilidades #amputee #mielomeningocele #familia #maeefilho #começos #recomeços #eumarideoliveira #PraTodosVerem #PraCegoVer: no vídeo, Mari e Dudu exploram diversas possibilidades de estarem juntos. Os dois aparecem lado a lado numa cadeira de rodas, em algumas cenas, e em outras, um em pé e o outro não. Eles parecem se divertir muito. Um cachorro aparece passando pelo local algumas vezes. Eles estão em uma sala de casa.

Uma publicação compartilhada por AACD (@aacdoficial) em

publicidade

Acompanhar o filho no tratamento foi fundamental para Mariana, que perdeu os dedos das mãos e parte das pernas em 2018, quando foi acometida por uma infecção generalizada que causou uma necrose. Após sair do coma, ela sabia onde poderia buscar ajuda mesmo abalada com a gravidade de sua situação. “Eu pensei: agora é a minha vez na AACD”, lembrou.

Dudu não teve dificuldade ao rever a mãe. Segundo ela, a vivência na AACD permitiu que o filho crescesse ao lado de pessoas com deficiências diferentes da que ele tinha e isso foi fundamental. “Quando voltei para casa, ainda muito debilitada, o Dudu não teve estranhamento comigo. Queria encostar na minha mão, pegar nos meus cotos, justamente porque ele não tinha essa barreira no olhar”, disse Mariana, que após um ano da amputação, já estava em pé desenvolvendo diversas atividades com o filho.

publicidade

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por AACD (@aacdoficial) em

Com todo o trabalho realizado pela equipe de profissionais da AACD de Osasco, Mariana não teve problemas com sua auto estima e não sente mais dores. Na instituição, ela teve diversos acompanhamentos e o psicológico foi um deles. “As especialistas reforçaram minha aceitação e trouxeram possibilidades de tudo que eu seria capaz de fazer com esse meu novo corpo. Descobri, assim, novas habilidades, como, por exemplo, conseguir comer de maneira diferente e contar minha história com o maior prazer”.

Hoje, a família que se tornou símbolo da campanha do Teleton deste ano tem uma enorme gratidão pela oportunidade de ter conhecido da AACD e deixa ainda uma mensagem de força e superação comovente. Para famílias que vivem situações parecidas, Mariana incentiva a procurar um centro de reabilitação e afirma que, ao poucos, uma pessoa com deficiência pode, sim, alcançar sua autonomia mesmo dentro de suas limitações.

“É um processo longo e demorado, mas tem que ter muita disciplina, vontade e aceitação, pois muitas coisas que faço são realizadas de forma diferente. O segredo é a gente comemorar as nossas vitórias, sejam elas mínimas”, finaliza.

Comentários