Homem é ameaçado após ser acusado injustamente de estupro de menina em escola de Osasco

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O estupro de uma menina de 12 anos dentro de uma escola estadual em Osasco tem causado muitos problemas também a um homem que mora perto da unidade de ensino onde ocorreu o crime. Ele passou a ser apontado injustamente nas redes sociais como o estuprador e tem recebido ameaças.

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Bruno Tavares da Silva, de 27 anos, se surpreendeu ao descobrir que fotos dele foram compartilhadas no Facebook e WhatsApp como se ele fosse o criminoso que estuprou a menina na escola estadual “Educador Paulo Freire”, no Jardim Aliança, na manhã do dia 7 de novembro, uma quinta-feira. Desde então, é alvo de ameaças.

“Usam minha foto, com meu nome, como se eu fosse estuprador. Querendo ou não eu moro na comunidade e o pessoal tem costume de fazer justiça com as próprias mãos. Ninguém vai chegar perguntando se é verdade”, declarou Bruno à Agência Record.

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“Não posso sair mais. Para trabalhar, estou indo de Uber, e para voltar meu irmão tem que vir me buscar de carro. Quero mostrar para o pessoal que isso é uma farsa, uma calúnia. Já estou procurando um advogado para descobrir e processar quem fez isso. Isso não pode ficar impune”, disse.

A delegada responsável pelo caso, Rosângela Máximo da Silva, do 4° DP de Osasco, afirmou à Agência Record que Bruno não é suspeito do crime. A vítima e uma das testemunhas do episódio não o reconheceram fisicamente.

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Bruno chegou a ir à casa da mãe da menina para negar que tenha sido o autor do ataque à garota e conversar sobre as mentiras e ameaças das quais passou a ser vítima.

Boatos em redes sociais já causaram morte

Em 2014, a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, foi morta após ter sido linchada por moradores do Guarujá, no litoral Sul de São Paulo, devido a um falso boato espalhado nas redes sociais de que ela sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.

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