Pastor diz que foi dispensado e despejado de imóvel da Universal em Osasco após esposa engravidar

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Templo da Igreja Universal em Osasco / Foto: reprodução

Um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus entrou na Justiça do Trabalho contra a instituição alegando ter sido dispensado e despejado do imóvel da organização onde vivia, em Osasco, após a esposa engravidar.

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Daniel Auada, de 37 anos, afirma que se dedicou por 14 anos à Universal. “Quando falei que ela estava grávida, começaram a punir a gente. Pedi para eles uma ajuda, disse que não tinha auxílio financeiro”, declarou, à reportagem da “Folha de S. Paulo”.

O casal foi dispensado da igreja em junho, dois meses após anunciarem a gestação. Após a dispensa, eles contam que tiveram três dias para deixar o apartamento que dividiam, em Osasco, com outros casais da igreja. “Ainda disseram para o porteiro que não era para retirarmos nada do imóvel, e os móveis e outras coisas que nós compramos ficaram lá”, disse o ex-pastor da Universal à “Folha de S. Paulo”.

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Na ação trabalhista, Daniel e a esposa, Eliane, pedem indenização por danos morais e reconhecimento de vínculo empregatício, com o pagamento de direitos como 13º, FGTS e férias. No total, a ação cobra R$ 433 mil da igreja. O processo corre na 3ª Vara do Trabalho de Osasco.

A Universal afirmou, em nota, que não há vínculo empregatício entre ministros religiosos e instituições religiosas.

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Nos últimos anos, centenas de pastores entraram na Justiça com ações semelhantes à de Daniel, alegando inclusive que a igreja tenta forçá-los a fazer vasectomia. A Universal nega.

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