Trotes aumentam angústia de famílias de jovens desaparecidas em Osasco

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Foto: reprodução/Record Tv

O desaparecimento das primas Samira, de 16 anos, e Thifany, 14, moradoras de Osasco, continua sendo um mistério para os familiares e já completa três semanas. As informações desencontradas aumentam a angústia da família, que ainda tem sido vítima de trotes.

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Dona Anne, avó das jovens, contou que recebeu uma ligação de uma pessoa que dizia ter encontrado os corpos das meninas dentro de um barraco. “O meu coração ficou disparado. Eu liguei para a minha prima e ela desmaiou na hora, o meu coração ficou… sabe?”, desabafou a idosa. “No meu ponto de vista, aconteceu alguma coisa com as minhas netas”, continuou.

Uma amiga dos familiares disse ter visto as meninas vendendo bala na Avenida Paulista, mas mesmo após buscas na região, nenhuma pista foi encontrada. A irmã de Thifany disse à reportagem exibida no “Cidade Alerta”, da Record TV, que costuma vender bala na região central de São Paulo, inclusive, as meninas ajudavam. Quando soube que elas poderiam estar por lá, procurou no entorno, mas não as encontraram.

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Foto: reprodução/Record Tv

Samira e Thifany desapareceram após passarem a noite na casa de uma amiga chamada Aleika. “Elas falaram que iam para um baile funk na hora que chegaram aqui, era 0h30. Elas disseram que vinha um carro branco seguindo elas e aí não deixei elas saírem. Dei o meu celular para avisarem pra família que estavam aqui, mas elas não queriam avisar, queria fugir”, disse a amiga das meninas à reportagem.

O que intrigou familiares é que Aleika, a mesma amiga que abrigou as meninas antes do desaparecimento enviou uma mensagem de áudio aos parentes. Ela estaria irritada com uma das jovens. “Apareceu toda suja, com a carinha de santa e disse que vinha ver como eu estava, se eu estava bem porque eu disse que não queria nenhuma delas dentro da minha casa. Porque sua irmã disse na minha cara que tava apaixonada pelo meu marido e eu apaziguei e deixei passar, só não comeram ele dentro da minha casa porque eu não sou trouxa”, disse Aleika.

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Samira, de 16 anos, e Thifany, 14, estão desaparecidas / Foto: reprodução/Record TV

Sobre o áudio, essa amiga disse que não levou a sério o suposto interesse de uma das jovens em seu marido. “Eu levei na brincadeira porque ela é uma criança. Meu marido nem tinha contato, chegava em casa, já ia direto para o quarto”, disse ainda na reportagem. Aleika e o marido já foram ouvidos pela polícia.

Suposto namoro

Outra situação que intriga a família é que há seis meses, as garotas teriam conhecido dois homens durante uma viagem da família a Mongaguá, no litoral paulista, e que estariam namorando. A avó disse que a única informação que tem é que os rapazes são maiores de idade e que seriam moradores de Franco da Rocha.

“Teve uma vez que eu peguei elas falando com o rapaz de Fraco da Rocha, mas eu nunca prestei tanta atenção assim nelas”, contou a idosa. “Teve outra vez que a Samira falou pra mim que estava namorando, que lá em Mongaguá chegaram a sair juntos”, continuou. A polícia tenta encontrar o rapaz que mora em Franco da Rocha.

Os amigos e familiares não escondem o medo de que as jovens possam ter caído em uma emboscada. “A gente não sabe se alguém aproveitou delas por aí porque já tem tantos dias [que estão desaparecidas]”, lamentou uma tia das meninas. “Pelo amor de Deus, achem minhas netas”, desabafou a avó.

Quem tiver informações que possam levar a família ou a polícia ao paradeiro de Samira e Thifany pode entrar em contato com a Polícia Militar, no 190, ou ligar para o Disque Denúncia, no 181.

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