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Varejo paulista deve contratar cerca de 20 mil trabalhadores temporários para final do ano

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Projeto que permite a terceirização da atividade-fim é uma das principais preocupações / Foto: Eduardo Metroviche

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As festas de final de ano devem consolidar o movimento de retomada nas vendas do varejo paulista, com maior geração de empregos e renda. Segundo projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), a contratação de trabalhadores temporários para o fim deste ano deve superar a criação de cerca de 15 mil vagas em 2015 e alcançar a marca de 20 mil empregos até dezembro.

Cerca de 50% das oportunidades devem se concentrar no varejo de vestuário, tecidos e calçados, outros 25% serão destinadas aos supermercados e o restante será dividido entre os segmentos de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, lojas de móveis e decoração e farmácias e perfumarias.

Após um primeiro semestre de resultados ruins, tanto no quesito vendas quanto na geração de empregos, a resolução do quadro político promoveu uma recuperação nos indicadores de confiança, tanto de consumidores quanto de empresários. Em julho, o varejo paulista alcançou o primeiro saldo positivo do ano com a criação de 401 postos de trabalho.

Assim, diante da expectativa de recuperação das vendas do comércio nesse segundo semestre, mesmo que de forma tímida e gradual, que deve continuar em 2017, a Fecomercio-SP pondera que a criação de vagas temporárias no varejo paulista deve ser maior do que a observada em 2015. Além disso, segundo a Entidade, as perspectivas mais positivas para a economia no ano que vem apontam ao menos para uma mínima efetivação de funcionários temporários.

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Efetivação

Historicamente, após as festas de final de ano, entre dezembro e janeiro, muitas dessas vagas são eliminadas, já que nem todos os empregados temporários são absorvidos pelas empresas. Janeiro costuma ser o mês no qual há maior eliminação de vagas formais no comércio varejista, resultado do desligamento de trabalhadores temporários. Até 2013, a soma dos saldos (positivos) de vagas de outubro e novembro e os saldos de dezembro (normalmente negativo) e janeiro do ano seguinte (negativo) era positiva (+2.203 vagas), indicando que muitos empregados temporários eram efetivados em suas funções.

Porém, o saldo acumulado entre outubro de 2014 e janeiro de 2015 foi negativo pela primeira vez na série histórica (-4.100), reflexo do desaquecimento das vendas do comércio e das perspectivas negativas que já se desenhavam para 2015. Tal realidade piorou entre outubro de 2015 e janeiro de 2016, praticamente sem efetivações, o que gerou saldo negativo de 19.669 trabalhadores.

 De acordo com a assessoria econômica da Fecomercio-SP, o cenário deteriorou-se significativamente em 2015 por causa da inflação elevada, dos juros altos, da instabilidade política e do rápido crescimento do desemprego. A queda das receitas somada ao aumento dos custos e à falta de perspectiva de recuperação das vendas levou os empresários do comércio a reduzirem despesas, o que, em muitos casos, significou diminuição do quadro de funcionários.

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