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Vídeo mostra mais uma agressão de alunos contra funcionária de escola em Carapicuíba

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escola carapicuíba

Após o vídeo que mostra um grupo de alunos vandalizando uma sala de aula e atirando livros, cadernos e carteiras contra uma professora viralizar, novas imagens de agressão de alunos contra funcionários da escola estadual “Maria de Lurdes Teixeira”, em Carapicuíba, vêm a tona.

O canal do Youtube “Carapicuíba Nua e Crua TV” divulgou imagens que teriam sido gravadas na unidade de ensino que mostram estudantes agredindo uma funcionária da escola, que seria a diretora, que tentou separar uma briga. Ela foi puxada pelo braço.

Nas redes sociais, internautas relataram que problemas deste tipo são frequentes nesta escola. Uma delas teria sido testemunha do caso mostrado no vídeo (assista abaixo). “Isso aconteceu já tem uns dias. A diretora foi tentar separar uma briga de meninos, que foi uma briga feia, e acabaram batendo nela também”, relatou.

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“Essa escola é um caso seríssimo em relação a brigas. As meninas se descabelam entre tapas e socos com frequência. Eu já separei muita confusão de alunos na saída porque senão se machucariam feio. Ali é uma avenida perigosa, uma rotatória na frente da escola, eles brigam e arrastam até o meio da rua toda a confusão até o trânsito para”, continuou.

“Falavam pra me dar tapa na cara”, diz professora vítima de alunos vândalos em Carapicuíba

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O caso de vandalismo na escola estadual “Maria de Lourdes Teixeira”, em Carapicuíba, que foi filmado e viralizou nas redes sociais foi tema de reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, exibida na noite deste domingo (2). O vídeo mostra alunos destruindo carteiras e atirando livros contra a professora.

Com a repercussão do caso, o governo do estado interferiu. Os dez alunos acusados de envolvimento no caso foram identificados. Eles têm idades entre 12 e 15 anos. Nove deles foram levados para prestar depoimento no Ministério Público, dos quais seis foram liberados e três foram apreendidos.

O secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, declarou que está em análise a possibilidade de cobrar das famílias dos alunos envolvidos os custos do reparo aos danos que causaram à escola.

Ao “Fantástico”, a professora vítima da agressão relatou os momentos de terror que viveu nas mãos dos alunos vândalos. “Eles me xingaram, falaram vários palavrões para mim”, afirmou a docente à reportagem. “Ofendiam, [ficavam] ameaçando, falando pra me dar tapa na cara”.

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“Eles pegaram umas capas de caderno e começaram a jogar pela sala. E eu pedindo para parar, para não fazer isso, para prestar atenção na aula… Não sei como não apanhei dentro da sala de aula”, continuou.

O episódio aconteceu na última quinta-feira (30). No mesmo dia, um aluno vândalo deu um chute forte na porta durante uma prova que era aplicada por uma professora de inglês, que teria sido chamada de “vagabunda”.

A escola tem 2 mil alunos, de 11 a 17 anos. Destes, pelo menos 20 mostram comportamento agressivo e ameaçam professores e funcionários, de acordo com a reportagem. “Eles querem todo dia mostrar que a escola não pode fazer nada contra eles”, disse uma das professoras.

Também foram exibidos outros vídeos de vandalismo ocorridos na mesma unidade de ensino.

ASSISTA AQUI A REPORTAGEM DO “FANTÁSTICO”

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Comentários

8 Comentários

  1. Tem que ter policia na porta da escola, antes tinhá, por que agora virou essa bagunça, nem o hino nacional as escolas obrigam mais a cantar, por isso virou a casa da mãe Joana. Não se tem mais respeito com os professores, os pais acham que a escolas tem que dar educação, mas escola se da ensinamento, os pais educação. Educação vem de berço.

  2. Eu estudei em escolas na mesma cidade e todas eram assim, mas hoje em dia os alunos estão sem educação mesmo, escola militar não resolve nada, educação dos pais sim e investimento de um ensino melhor por que lá não se aprende nada.

  3. Eu estudei em escolas na mesma cidade e todas eram assim, mas hoje em dia os alunos estão sem educação mesmo, escola militar não resolve nada, educação dos pais sim e investimento de um ensino melhor por que lá não se aprende nada.

  4. Antigamente, policiais militares devidamente habilitados, podiam tbm trabalhar no magistério dando aulas no ensino público. Seria algo para se pensar: mais ordem e disciplina em sala de aula…

  5. Enquanto continuarem tratando menores infratores como incapazes ou usarem as babaquices de “apreendido” e “fato análogo”, esses marginais precoces terão a impunidade a seu favor. Criminoso tem pagar pelo que fez, pq para a vítima, não faz diferença a idade de quem atacou.

  6. Eu estudei nessa escola da reportagem a mais de 10 anos, e minha mãe também foi inspetora lá por um tempo. Fiquei muito triste e abismada, porque provavelmente alguns dos pais desses alunos podem ter estudado comigo e nossa geração não foi criada com essa violência aos professores. Achei até gentil da parte do secretário da educação dizer que a escola é os pais dividem a mesma responsabilidade. Na minha opinião a responsabilidade pela educação é dos pais. Professores precisam ensinar a ler e escrever e socializar. É óbvio que hj os pais estão muito mais preocupados em ter do que ser. É consequência disso são essas crianças e adolescentes sem lei.

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