Candidato que teve 515 votos e não se elegeu em Osasco protesta pela anulação das eleições

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No Centro de Osasco, Odilon Neto e grupo de manifestantes usaram carro de som e faixas acusando supostas fraudes nas eleições / Reprodução

Após ter 515 votos e não conseguir se eleger vereador em Osasco, Odilon Neto da Guarda (Republicanos) foi um dos líderes de um protesto com carro de som por ruas da região central de Osasco, na tarde desta sexta-feira (20), pedindo a anulação da eleição e o voto impresso no país.

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No ato, manifestantes carregavam faixas dizendo que as eleições foram fraudadas. Odilon Neto define o sistema eleitoral como “fraudulento”. “Há milhares de candidatos que não tiveram seus votos computados, nem os próprios votos. Queremos a anulação das eleições no país, a adoção do voto impresso”, afirmou Odilon Neto. “Estamos sendo roubados na cara dura, precisamos acordar”.

Entre um discurso e outro, os manifestantes tocaram o Hino Nacional e o Hino à Bandeira em frente ao terminal de ônibus do Centro de Osasco.

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Outro candidato do Republicanos, partido ligado à Igreja Universal e aliado do presidente Jair Bolsonaro, que contesta o resultado da eleição após não se eleger é o vereador Tinha Di Ferreira. Ele viu sua votação baixar quase 60% e não conseguiu a reeleição à Câmara osasquense. Agora, promove um abaixo-assinado para pedir novas eleições em Osasco.

O partido de Odilon e Tinha elegeu três dos 21 vereadores, formando a maior bancada da Câmara Municipal ao lado do Podemos, legenda do prefeito reeleito Rogério Lins.

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Tinha viu sua votação baixar mais de 58%, não conseguiu a reeleição como vereador e contesta resultado das eleições/ Foto: reprodução

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Roberto Barroso, garante que nas eleições “não houve nenhum tipo de comprometimento para a fidedignidade do voto, para a fidelidade da manifestação da vontade popular”.

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