Centrais e indústrias criticam alta da Selic

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Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, diz que alta dos juros visa conter inflação / Foto: José Cruz/ABr
Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, diz que alta dos juros visa conter inflação / Foto: José Cruz/ABr

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As centrais sindicais e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticaram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de elevar os juros básicos da economia, a taxa Selic, em 0,5 ponto percentual, passando para 12,25% ao ano. Com o reajuste, a Selic chega ao maior percentual desde agosto de 2011, quando estava em 12,5% ao ano.

“Consumo cai, produção diminui e desemprego sobe”

“Esta medida nefasta, além de manter a taxa Selic em patamares proibitivos e colocar à mostra a insensibilidade do governo ante as demandas da classe trabalhadora, impede o crescimento da produção, do consumo e a geração de empregos”, afirma a Força Sindical em nota assinada pelo presidente da entidade, Miguel Torres.

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Para a CUT, “com o argumento de diminuir o consumo para controlar a inflação, o governo dá mais um tiro no pé e contradiz o discurso utilizado de ‘ajustar as contas públicas com o menor sacrifício possível’”, avalia a central, em nota. “Menor sacrifício de quem? Só se for dos banqueiros, dos rentistas e dos detentores de grandes capitais, que têm interesse, sempre, em aumentar cada vez mais seus lucros”.

A central analisa ainda que “com os juros altos o consumo cai, a produção diminui e o desemprego aumenta, a desigualdade social cresce, o desenvolvimento cessa e o país retrocede”.
A Confederação Nacional da Indústria defende, também em nota, que os efeitos diretos da elevação dos juros são o aumento dos custos dos financiamentos, a dificuldade de acesso ao crédito e a consequente redução do consumo das famílias e dos investimentos das empresas.

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Macroeconomia e inflação

A taxa Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dentro da meta estabelecida pela equipe econômica. De acordo com o Conselho Monetário Nacional, o centro da meta de inflação corresponde a 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais, podendo variar entre 2,5% (piso da meta) e 6,5% (teto da meta).
Em comunicado, o Copom informou que a decisão levou em conta o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação.

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