Estado é condenado a indenizar família de um dos mortos em chacina em Osasco

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Homens encapuzados executaram pelo menos 17 pessoas em Osasco e Barueri em chacina ocorrida em agosto de 2015 / Foto: reprodução

A Justiça condenou nesta terça-feira (16) o Estado de São Paulo a indenizar por danos morais a família de um dos mortos em chacina ocorrida em Osasco em agosto de 2015. Policiais militares foram condenados pelo crime.

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Antônia Lúcia Gomes da Silva, 53, mãe do pintor Jailton Vieira da Silva, 28, ganhou na Justiça o direito a indenização de R$ 100 mil; já a avó de Jailton e os três filhos dele, de 8, 11 e 14 anos, devem receber R$ 50 mil, segundo o jornalista Josmar Jozino, colunista do portal UOL.

A decisão também estabelece que as crianças recebam indenização mensal no patamar de 25% do salário mínimo, com correção monetária pelo IPCA-E, até que completem a maioridade.

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Policiais militares condenados

Na sentença, o juiz Ênio José Hauffe, da 16ª Vara da Fazenda Pública, declarou que “o Estado falhou no preparo de agentes que deveriam garantir a segurança pública”. Seguindo o juiz, “a falha se assenta no dever de evitar que agentes do estado cometam crimes, utilizando-se, para tanto, do aparato da corporação”.

A chacina de agosto de 2015 deixou pelo menos 17 pessoas mortas a tiros em Osasco e Barueri e é considerada a maior e mais violenta da história no estado. Acusados pelo Ministério Público de serem os autores dos disparos, os policiais militares Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain foram condenados a mais de 200 anos de prisão pelos assassinatos.

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O policial militar Victor Cristilder e o guarda civil municipal de Barueri Sérgio Manhanhã haviam sido condenados inicialmente, mas acabaram absolvidos em novo julgamento, realizado em fevereiro deste ano.

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