Idoso adotava cadelas para abusar delas sexualmente

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idoso abusa sexualmente de cadela
Foto: Reprodução / "Correio Braziliense"

Um homem de 82 anos foi flagrado abusando sexualmente de uma cadela, no Distrito Federal. Segundo relatos dos vizinhos, que denunciaram o agressor, a prática era constante. Ele adotava cadelas com a intenção de cometer a violência e uma delas não resistiu e morreu.

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Na última quarta-feira (23), ele confessou o crime. “Nós recebemos essa denúncia, acompanhada de uma mídia com as imagens desse indivíduo abusando de uma cadela. Nós fomos até o local, localizamos a cadelinha, detivemos o suspeito, trouxemos para a unidade. Ele confirmou a prática do abuso”, declarou o delegado Paulo Renato Fayão, da 9ª DP, ao “Correio Braziliense”.

A cadela que apareceu nas imagens gravadas pelos vizinhos tem aproximadamente um ano de idade e já teria sofrido um aborto anteriormente devido à agressões que sofreu do tutor. Segundo o delegado, ela estaria prenha de um cão, mas os abusos cometidos pelo idoso teriam feito com que ela perdesse os filhotes.

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“Ela foi levada imediatamente aos cuidados de uma clínica veterinária e vai ser mantida em um lar provisório até que seja adotada”, disse o delegado. A advogada do Fórum Animal, Ana Paula Vasconcelos, ficou responsável pela cadelinha. Ela conta que o animal apresentava desconfortos na região genital e que passou por uma bateria de exames após ter sido resgatada.

“Ela é uma cadela que se assusta facilmente, a gente pega ela e ela treme muito. Agora vamos precisar reestabelecer a confiança dela devido aos maus tratos psicológicos e físicos, que é bem absurdo. Quem faz isso com uma cachorro, faz isso com qualquer ser em situação vulnerável”, relatou a advogada, também ao “Correio Braziliense”.

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O idoso foi autuado pelo crime de maus tratos de animais e liberado em seguida. Atualmente, a legislação prevê pena de três meses a um ano, e multa. Um novo projeto já aprovado no Senado amplia a reclusão de dois a cinco anos e multa, além de proibição de guarda do animal. A nova legislação aguarda sanção presidencial.

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