“Meu maior desejo é encontrar ela. Seja do jeito que for”, diz mãe de Amanda

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A mãe da osasquense Amanda Palha, de 26 anos, que está desaparecida desde o dia 12, falou pela primeira vez à imprensa sobre o sumiço da filha em entrevista por telefone que foi exibida na tarde desta quarta-feira (28), no “Cidade Alerta”, da Record TV (assista abaixo).

“Meu maior desejo é encontrar ela. Seja do jeito que for. Só”, disse ela, que não teve o nome revelado. “Não posso ficar a vida inteira com essa dúvida. Está acabando comigo”.

Ela disse que Amanda “é excelente mãe”, que havia se mudado para morar com o pai e a madrasta há um ano e cinco meses, após o nascimento de gêmeos, dois dos quatro filhos dela, já que o pai tem uma casa maior, com mais espaço para as crianças.

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Afirmou ainda que não sabia do envolvimento da filha com homens ligados ao mundo do crime. Estes relacionamentos teriam sido a causa do desaparecimento e possível morte de Amanda, em um “tribunal do crime”, segundo uma testemunha, após criminosos suspeitarem de que ela teria repassado informações à polícia.

Amanda e “Vampirinho”, morto no mês passado em uma troca de tiros com a Rota / Foto: reprodução

Amanda é ex-namorada de um chefe do tráfico da favela da Arábia, na região do Jaraguá, zona Norte de São Paulo. Conhecido como “Vampirinho”, ele era ligado ao PCC e foi morto no mês passado em uma troca de tiros com a Rota.

A osasquense havia iniciado recentemente um novo relacionamento, com um homem chamado Rodolfo, conhecido como “Dentinho”. O novo namorado se apresentou à família dela como cabeleireiro, mas também estaria ligado ao mundo do crime e não é visto desde o desaparecimento de Amanda.

Uma testemunha afirmou, ao “Cidade Alerta”, da Record TV, que Amanda teria sido torturada durante dois dias antes de ser morta em um “tribunal do crime”, acusada de ter passado informações sobre ações de criminosos à polícia. Ela teria ido ao 8º DP de Osasco momentos antes de desaparecer.

O pai de Amanda, Pedro, fez um apelo aos envolvidos no sumiço da filha para que, ao menos, revelem onde está o corpo dela: “Se minha filha estiver morta, só entrega para a gente para a gente poder fazer o sepultamento dela dignamente”, afirmou Pedro, em entrevista ao “Brasil Urgente”, na tarde de sexta-feira (23). “A gente está sofrendo muito”.

A Polícia Civil de Osasco já fez buscas na favela da Arábia, onde o celular de Amanda emitiu sinal pela última vez, e em uma favela no Jardim Padroeira, em Osasco, frequentada pelo atual namorado, Rodolfo, e continua à procura da osasquense.

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