Polícia descarta suspeita sobre voluntários que entregaram marmitas a moradores de rua mortos em Itapevi

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moradores de rua itapevi
Agda, que preparou os alimentos, se apresentou espontaneamente logo após as mortes para prestar esclarecimentos à polícia / Foto: reprodução

Laudo recebido pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo mostra que a igreja onde foram preparadas as marmitas que mataram por envenenamento duas pessoas em Itapevi no último dia 22 estava apropriada para a produção de alimentos. O ambiente, segundo a polícia, foi considerado próprio para a atividade.

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“A unidade policial recebeu o laudo referente à perícia do local onde os alimentos foram produzidos. Não foram constatadas substâncias tóxicas e o ambiente foi considerado próprio para a atividade”, destacou, nesta quarta-feira (5), a SSP, em nota.

Logo após as mortes, a voluntária que preparou os alimentos, Agda Lopes Casimiro, se apresentou espontaneamente à polícia para prestar esclarecimentos. “Na hora em que eu vi a reportagem… Quando eu vi o carro, falei: ‘eu vou lá [na delegacia], é o meu carro, espera aí… A gente não matou ninguém!’”, declarou. “Eu falo para você: a comida não estava envenenada porque fui eu que fiz. E saiu direto da cozinha da igreja para as ruas de Itapevi”.

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As autoridades continuam a investigar, por meio de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Itapevi, a morte por envenenamento de dois homens em situação de rua, identificados como José Araujo Conceição, de 61 anos, e Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira, de 37, que consumiram as marmitas recebidas por doação quando estavam em um posto de combustíveis na cidade. Um cão que também comeu os alimentos também morreu.

Um terceiro homem com residência fixa também recebeu o alimento doado e o compartilhou com uma criança de 11 anos e uma adolescente de 17 que moram com ele. Após sentirem mal-estar, foram encaminhados a unidades de saúde. Eles permanecem internados no Hospital Geral de Pirajussara, em Taboão da Serra, e no Hospital Regional de Osasco.

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As marmitas continham o veneno para ratos conhecido como chumbinho, que é proibido, mas facilmente encontrado à venda. A principal suspeita da polícia é que as marmitas que causaram as mortes e internações foram envenenadas após terem sido distribuídas pelo grupo de voluntários. Segundo essa linha da investigação, o alvo do envenenamento seria Vagner, um dos mortos, por vingança. Segundo testemunhas, ele tinha fama de briguento e havia se envolvido em uma confusão recentemente.

“Provavelmente o alvo seria realmente o Vagner. Quem fez isso não esperava que o Vagner fosse distribuir essas marmitas”, declarou o delegado Aloysio Ribeiro de Mendonça Neto, em entrevista ao “Brasil Urgente”. (Com Agência Brasil)

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