Três acusados de matar cabeleireira em Osasco vão a juri popular

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Local do crime

Taylon Patrick Ferreira Campos e outros dois acusados de matar a cabeleireira Ana Beatriz Lucas, de 24 anos, em Osasco, serão julgados no Tribunal do Júri de São Paulo. O crime aconteceu em dezembro de 2018, no salão onde a vítima trabalhava, na rua Aurora Soares Barbosa.

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Taylon Patrick é acusado de atirar na cabeleireira e está preso desde fevereiro do ano passado. Ele se passou por cliente e após cortar o cabelo com a vítima, simulou o roubo, levando dinheiro e pertences de clientes e funcionários, que foram amarrados com cadarços de sapatos.

Ana Beatriz foi levada para outro ambiente do salão, onde foi obrigada a mostrar o cofre, sob ameaça de morte. Ao dizer que não havia cofre no estabelecimento, a cabeleireira levou um tiro na cabeça, não resistiu e morreu.

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Ana Beatriz foi assassinada aos 24 anos

Segundo as investigações, Taylon foi contratado pelo dono do salão Jefferson de Lima Silva e o filho dele, José Maria da Silva Netto, para tirar a vida da cabeleireira simulando latrocínio. Jefferson mandou matar Ana Beatriz por ciúme, segundo as investigações. Dias antes, ele teria descoberto um suposto caso entre a cabeleireira e a mulher dele.

Em sentença, a juíza Elcia Kinosita, da Vara do Júri de São Paulo, afirmou que Taylon contou com a ajuda de José, filho do dono do salão para fugir. Ele teria esperado o assassino do lado de fora do estabelecimento, dentro de seu carro.

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Jefferson e José Maria continuam foragidos. Ainda na sentença, a juíza afirmou que os réus estão cientes da ação e que contrataram advogados de defesa. “Os réus Jefferson e José Maria Netto empreenderam fuga da cidade de Osasco, havendo notícia de que se homiziaram no estado de Minas Gerais, contudo, estão cientes da ação penal a que respondem tanto que contrataram advogado para defendê-los”, destacou a magistrada.

As defesas dos réus podem entrar com recurso da decisão e por este motivo, a data para o julgamento ainda não foi marcada.

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