Chuvas em Osasco e região podem ficar mais intensas nos próximos anos, aponta estudo do Cioeste

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Foto: Pixabay

O Consórcio Intermunicipal da Região Oeste (Cioeste) divulgou, nesta semana, o resultado de um estudo sobre as mudanças climáticas previstas para os próximos anos nas cidades da região e os seus impactos.

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O levantamento foi realizado pelo Consórcio, com a colaboração do Banco Interamericano de Desenvolvimento, instituição financeira voltada ao desenvolvimento da América Latina, e visa auxiliar os prefeitos na busca por meios de promover soluções.

De autoria da empresa espanhola Fator, o estudo prevê os efeitos do impacto com projeções climáticas para os próximos 70 anos. O documento determina o que pode acontecer nas cidades de Osasco, Barueri, Carapicuíba e região diante do aumento da temperatura do planeta, dentro do contexto do não estabelecimento de compromissos dos países para a proteção do sistema climático global.

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O estudo mostra um cenário futuro que envolve desertificação da região Sudeste e aponta problemas relativos às chuvas. “Há uma projeção de que no futuro, as chuvas aqui na região Oeste Metropolitana, durante o verão, por exemplo, terão maior espaço de ocorrência, no entanto serão muito mais intensas”, explica Carlos Abrão, diretor de Projetos do Cioeste.

A iniciativa propicia ainda a tomada de decisão com fundamento científico. “As Prefeituras terão de lançar mão de medidas de adaptação climática, para que as cidades se tornem resilientes a estas mudanças que virão por conta das modificações climáticas”, completa o diretor.

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Com a recente integração de São Roque, o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste (Cioeste) agora é formado por 12 cidades: Osasco, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Cajamar, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Araçariguama, Vargem Grande Paulista e São Roque.

Parceria e soluções

Como forma se antecipar com soluções, o Consórcio fechou uma parceria com o Euroclima (programa de cooperação regional entre a União Europeia e os 18 países da América Latina), que entrará com recursos para ações voltadas ao enfrentamento à mudança climática.

O auxílio será repassado não em espécie, mas em forma de consultorias de entidades internacionais para as cidades do bloco coberto pelo Cioeste. A contratação será de responsabilidade da Agência Francesa de Desenvolvimento, que se tornará responsável pela prestação de contas junto à União Europeia.

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