“Gatinha da Cracolândia” presa em Barueri nega ser traficante: “ia só pra comprar”

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Lorraine falou pela primeira vez após ter sido presa, em Barueri / Fotos: Reprodução

Lorraine Bauer Romeiro, de 19 anos, que ficou conhecida como “Gatinha da Cracolândia”, declarou ser usuária de drogas, mas que não é traficante, como acusa a Polícia Civil. “Não sou nada do que mostraram, nada do que falaram que sou”, declarou a jovem presa em Barueri, onde mora, em entrevista a Roberto Cabrini, exibida ontem (19), no “Domingo Espetacular”, da Record TV.

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Pela primeira vez, direto do presídio feminino de Franco da Rocha, Lorraine apareceu na mídia para comentar sua prisão, em julho. A modelo negou estar envolvida com o tráfico de drogas na região da Cracolândia. “Não [sou traficante]. Sou usuária. […] Já usei ‘bala’, cocaína, lança-perfume e maconha”, disse. “Nunca vendi, só ia [na Cracolândia] para comprar”, continuou.

A jovem moradora de Barueri disse que usou drogas pela primeira vez quando tinha entre 14 e 15 anos. “Uma vez, me ofereceram maconha e acabei fumando. Eu acabei gostando da sensação, e aí, no outro dia, queria de novo e de novo. Foi aí que percebi que tinha virado dependente”, revelou.

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Do castelo ao beco

Segundo a mãe e o irmão mais novo, Lorruam Bauer, Lorraine tinha uma vida confortável. Desde a morte do pai, em um assalto em Barueri em 2014, a mãe se esforçava para oferecer o melhor aos filhos. “Perdemos nosso pai há 7 anos e, desde então, minha mãe sempre fez de tudo por nós, uma mulher guerreira e idônea”, disse o irmão.

Reprodução / Instagram

Nas redes sociais, a Gatinha da Cracolândia ostentava uma vida de luxo, com diversas viagens. “Sempre gostei muito de tirar foto, gravar vídeo, criei o meu Instagram e como era modelo, fazia ensaio, ia postando e foi aí que comecei a ganhar seguidor”, lembrou a jovem, que negou usar as redes sociais para esconder uma suposta vida no crime.

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A jovem cumpria prisão domiciliar por ter uma filha pequena, quando foi detida novamente sob acusação de continuar traficando drogas. Segundo a Polícia Civil, ela vestia roupas largas e capuz para não ser reconhecida durante suas visitas à Cracolândia. Segundo investigações, a “Gatinha da Cracolândia” lucrava em média R$ 6 mil por dia com o tráfico de drogas. Lorraine nega.

Ainda na entrevista, Lorraine se emocionou ao ser questionada por Cabrini sobre como pretende contar sua história à filha: “Sinceramente, não sei ainda. O tempo vai me ensinar. Vou usar de exemplo para ela não seguir. Vou usar de exemplo o que fiz com a minha vida”, declarou.

A jovem garante que é inocente: “Tudo que está acontecendo na minha vida é uma injustiça. Se eu estivesse pagando por coisas que eu fiz, estaria com o coração mais tranquilo. A pior coisa do mundo é ser acusada por coisas que você não fez. Nada daquilo era meu. Não sou chefe de crime de tráfico nenhum”.

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