“A cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil”, diz juíza em Barueri

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Imagem ilustrativa

Com a presença de líderes religiosos e de uma juíza, na sexta-feira, 30, a Secretaria da Mulher foi sede de mais um encontro do programa Chá Lilás, que visa promover a reflexão sobre a igualdade de gênero e da luta contra a violência através de debates com participação da comunidade.

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Segundo a juíza Tatiane Moreira Lima, mais de 50% das brasileiras mortas foram assassinadas pelos seus parceiros íntimos, e 70% das denúncias registradas nas DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher) são contra parceiros e ex-parceiros / Foto: Fernando Souza

Neste evento foram apresentados os índices de violência contra a mulher que assolam o país e o papel das instituições religiosas quanto à sua prevenção.

Segundo a juíza Tatiane Moreira Lima, atuante na Vara da Violência Doméstica e Familiar, que conduziu o debate em torno da proteção dos direitos das mulheres, mais de 50% das brasileiras mortas foram assassinadas pelos seus parceiros íntimos, e 70% das denúncias registradas nas DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher) são contra parceiros e ex-parceiros.

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“Pesquisas apontam que o risco de a mulher ser agredida em casa por companheiro, pai, filho, marido ou namorado chega a ser oito vezes maior do que um ataque violento na rua”, ressaltou.

A magistrada afirmou também que esses fenômenos sociais acontecem ainda em detrimento à desvalorização da imagem feminina, e a busca por ajuda se retrai e, portanto, invisibiliza a violência.

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“Em muitos casos, as mulheres não denunciam por medo ou vergonha e isso causa a invisibilização da violência, e os índices acabam sendo subnotificados. Entre os motivos desse silêncio estão o preconceito de pessoas que destratam a vítima, banalizam a situação e até responsabilizam a mulher”, destacou.

Espaços religiosos precisam discutir o tema 

De acordo com a coordenadora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Barueri, Luciana Ribeiro, a participação de segmentos inter-religiosos no encontro Chá Lilás estabelecerá um fluxo de trabalho educativo e preventivo também nas igrejas.

“Parte das mulheres que vivem em situação de violência procura ajuda de pastores, padres, ou dos chamados irmãos de congregação. E dessa forma, a instituição religiosa acaba desenvolvendo um papel importante dentro desse contexto, por meio de processos do acolhimento e orientações”, concluiu.

Barueri pode ajudar 

A Secretaria da Mulher dispõe de iniciativas que acolhem vítimas de violência doméstica. Para denúncias de abusos contra mulher, ligue 180. Mais informações, ligue 4706-4046.

Outros números
3ª melhor lei do mundo
A Lei Maria da Penha é considerada pela ONU a 3ª melhor do mundo, pois cria mecanismos para coibir a violência doméstica contra a mulher e estabelece medidas protetivas de assistência às mulheres em situação de violência.

5 tipos de violência 
A Lei Maria da Penha classifica os tipos de violência contra a mulher como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

5º país que mais mata
O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking de violência contra mulheres e isso representa que a cada uma hora e meia uma mulher é assassinada por um homem no país.

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