Jogo têm 50 desafios e último consiste em suicídio / Foto: Reprodução
Jogo têm 50 desafios e último consiste em suicídio / Foto: Reprodução

Recentemente foi divulgado na imprensa, que a Polícia Civil está investigando casos de mutilações e até suicídio entre adolescentes, relacionados ao Baleia Azul. O jogo é praticado em grupos fechados de Facebook e WhatsApp. Os participantes são incentivados a cumprir 50 tarefas, a última delas, consiste em tirar a própria vida.

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Em Osasco, o colunista do jornal Correio Paulista Gilson Biondo diz ter recebido a informação que uma aluna estaria participando do jogo. A secretaria municipal de Educação diz que não .

Para a psicóloga da clínica Lares Silvia Rezende Azevedo Floh, a internet mexe com o prazer, no mesmo sentido de quem utiliza alguma substância química e a pessoa perde a noção da realidade.

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“Os pais devem monitorar os filhos e evitar o isolamento, colocando o computador em uma área onde tem circulação de pessoas. Não podemos impedir de utilizar, mas podemos orientar e conversar assim como fazemos com a gravidez e drogas. Educação e conscientização são as melhores armas para tudo”, explicou.

Silvia também orienta os pais que já perceberam algum comportamento estranho a dialogar com os filhos e buscar instrução com profissionais.

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“Muitas vezes as pessoas acham que buscar orientação com psicólogo é fazer terapia, mas não é. Um profissional pode ajudar a analisar o comportamento do filho e como os pais podem reagir. Punição não resolve e às vezes só reforça o comportamento ruim”.

Segundo a psicóloga, as escolas também podem auxiliar nessa conscientização indicando o uso adequado do computador e tablet.

“Tudo é questão de informação e vínculo com a pessoa. Mostrar aos jovens que os jogos podem ser educativos, dar ferramentas para avaliar os problemas e como lidar com essas situações. Só dizer que é ruim não adianta, porque ela vai querer experimentar”, destacou.

Perigo na internet 

Os desafios da Baleia Azul abrem o debate sobre brincadeiras que colocam à vida em risco. Ano passado, um garoto de 13 anos, morreu no litoral de São Paulo, depois de participar do “jogo da asfixia”, que consiste em provocar asfixia até desmaiar para vivenciar fortes emoções. O agravante é a transmissão ao vivo nas redes sociais.

Silvia avalia que os adolescentes querem pertencer à determinado grupo e para serem aceitos, fazem coisas sem perceber. “As conversas giram em torno disso, se você não faz a mesma coisa que os outros, está fora. Por isso o diálogo com crianças e jovens é muito importante para dizer que as pessoas não diferentes e temos que ter opinião própria”.

“O diálogo é uma prevenção em todos os sentidos, não só para o jogo. As pessoas se preocupam com o remédio, quando a doença já se instalou.”.

 

 

 

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