A rua dos móveis

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Foto: Eduardo Metroviche
Foto: Eduardo Metroviche

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Leandro Conceição

A rua Pedro Fioretti, no Centro de Osasco, se tornou um shopping de móveis a céu aberto e é uma boa dica para quem quer mobiliar o imóvel.

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Ao longo dos cerca de 600 metros da via são pelo menos 18 estabelecimentos do tipo, que vendem móveis com uma qualidade superior e diferenças de preço nem sempre elevadas com relação aos das redes populares.
“Foi uma tendência. As lojas mais populares, que fazem muita propaganda, ficaram na [rua] Antonio Agu e aqui ficaram os estabelecimentos que têm um padrão diferenciado”, avalia Valdinei Ortega, gerente da Múltipla Móveis.

Comerciantes dizem que, na via, qualidade não custa caro

“E a diferença de preço não é grande”, diz Marli Montanheiro, gerente da Mariana Móveis (foto acima). Ela trabalha há 22 anos em comércios da via. “Como os materiais das lojas daqui têm mais qualidade, os clientes sempre voltam. Sempre reencontro clientes antigos, que trazem os filhos, parentes para comprar também”.

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Entre os exemplos de preços dos comércios da rua, na faixa dos R$ 2 mil há mesas com quadro cadeiras, de vidro ou madeira, guarda-roupas, sofás retrateis, os destaques do momento. Encontra-se ainda belos racks com painéis e camas por menos de R$ 1 mil. Um dos fatores para o crescimento das lojas de móveis além das grandes redes é o aumento do crédito. “Hoje é mais fácil pagar. A gente, por exemplo, faz em 15 vezes no carnê”, diz Valdinei Ortega, da Múltipla Móveis. Marli Montanheiro, da Mariana Móveis, diz que o Construcard (cartão de financiamento da Caixa Econômica Federal) também “ajuda muito”.

IMG_1163“Time ganhando”

Outros segmentos também começam a apostar no crescimento da rua dos móveis. “Um puxa o outro, [com mais produtos no mesmo local] fica fácil a pesquisa para o consumidor. Se ele está comprando móveis, a tendência é de colocar piso também”, avalia Ricardo Teixeira, dono da loja de decorações Decormix, inaugurada na rua há um mês e meio. “Se tem um time ganhando, por que não se juntar?”, diz Talita Gaban, subgerente da Decormix (foto ao lado).

Associação

Lojistas da Pedro Fioretti buscam alternativas para potencializar a “rua dos móveis”. Uma das ideias é criar uma associação para pleitear melhorias na rua junto ao poder público, diz Ricardo Teixeira, da Decormix. Os comerciantes locais têm queixas em áreas como iluminação pública e segurança.
Para Márcia Neves, proprietária da Marcella Móveis infantis, “a rua também precisa de mais divulgação”. Ela avalia que “falam muito da Antonio Agu e pouco do entorno”.

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