Cunha renuncia à presidência da Câmara e fala em perseguição

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4-Cunha - Marcelo Camargo ABr

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O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), renunciou na quinta-feira, 7, à presidência da Casa. Ele permanece com o mandato de deputado federal. Cunha chorou ao ler carta de renúncia e disse ser alvo de perseguição por ter aceito a denúncia que deu início ao processo de impeachment de Dilma Rousseff.

 
“Sofri e sofro muitas perseguições em função das pautas adotadas. Estou pagando um alto preço por ter dado início ao impeachment. Não tenho dúvidas, inclusive, de que a principal causa do meu afastamento reside na condução desse processo de impeachment da presidenta afastada”, disse.
Alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal por participação no esquema de corrupção na Petrobras, e no Conselho de Ética da Câmara por ter escondido contas na Suíça, o deputado disse que vai provar inocência e declarou apoio ao presidente interino, Michel Temer. “Comprovarei minha inocência nesses inquéritos. Continuarei a defender a minha inocência de que falei a verdade. Reafirmo que não recebi qualquer vantagem indevida de quem quer que seja”, disse.

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Após o anúncio da renúncia, alguns parlamentares avaliaram que o gesto seria uma manobra para protelar o processo de cassação de seu mandato. Aliados de Cunha negam.

 
Para o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ), a eleição de um aliado poderia facilitar a vida de Cunha na votação da cassação em plenário. “É uma manobra com o objetivo de salvar o seu mandato. Isso passa por tentar eleger alguém simpático para a presidência para que possa de alguma forma beneficiar o seu processo quando chegar no plenário”, avaliou.

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Eleição de novo presidente será dia 14

O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), convocou para a próxima quinta-feira, 14, às 16h, sessão extraordinária para a eleição do novo presidente da Casa.

Pela decisão de Maranhão, os pretendentes à presidência da Câmara deverão apresentar as suas candidaturas até dia 14.
O processo de escolha do novo presidente da Casa foi acelerado com a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Pouco antes da leitura da decisão de Waldir Maranhão, o líder do governo, André Moura (PSC-SE), anunciou uma reunião de líderes partidários no final da tarde desta quinta-feira para tratar do processo sucessório.
O próximo presidente da Câmara ocupará a cadeira para uma espécie de mandato-tampão, comandando a Câmara dos Deputados até fevereiro do próximo ano, quando um novo presidente será eleito. (Com Agência Brasil)

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