Editorial – O pessimismo fez sua primeira vítima: o povo!

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O clima de pessimismo que vem sendo cultivado às vésperas da Copa acaba de fazer sua maior vítima com a greve dos ônibus: o trabalhador.

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Ambos os episódios de greve, na Capital e na nossa região, deflagrados à revelia dos sindicatos das categorias, de surpresa e sem seguirem quaisquer ritos legais, prejudicaram profundamente milhões de trabalhadores que tentavam utilizar o transporte coletivo desde terça-feira.

Acabaram por interferir também no direito de ir e vir daqueles que usavam seus próprios veículos para chegar ao seu destino.

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Em plena Copa do Mundo, corremos o risco de tropeçar no complexo de vira-latas

Pode-se, claro, argumentar que o movimento, tal como ocorreu em junho de 2013, é resultado de uma insatisfação legítima dos trabalhadores, com salários baixos, direitos ameaçados, não se sentindo representados por suas entidades.

Leva à necessidade, inclusive, do movimento sindical aprofundar ainda mais sua reflexão sobre as formas de diálogo com a base e os trabalhadores em geral.

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Mas é no mínimo suspeito que o movimento seja utilizado, de forma dissimulada, como mecanismo de pressão contra o poder público, cuja responsabilidade na negociação entre capital e trabalho, neste caso, não vai além da mediação e da exigência do cumprimento da lei.

Além disso, não é difícil notar que origem de tal sentimento de insatisfação generalizada, embora ainda permaneça difusa, está visivelmente ligada a ações nas redes sociais e é grandemente influenciada por uma parcela da mídia.

O que torna ainda mais perigosa a situação, na medida em que, não raro, baseia-se na reprodução irrefletida de fatos inverídicos e conclusões apartadas da realidade, maquiadas por interesses comerciais ou eleitoreiros.

Enquanto isso, em plena Copa, momento de mostrar nossa força no futebol e ao mesmo tempo atrair recursos e alavancar nosso crescimento, corremos o risco de tropeçar no nosso complexo de vira-latas.

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