Fácil acesso torna Osasco atrativa mesmo para quem trabalha na Capital

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Foto aérea de Osasco
Foto: arquivo/Secom

Com m² mais barato que o da Capital, muitas famílias têm procurado imóveis na cidade / Foto: Acervo/SECOM/PMO
Com m² mais barato que o da Capital, muitas famílias têm procurado imóveis na cidade / Foto: Acervo/SECOM/PMO

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O fluxo de pessoas que se desloca diariamente de Osasco para São Paulo é o segundo maior entre municípios na região metropolitana, revela pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mais de 91.700 osasquenses vão todos os dias para a Capital para trabalhar ou estudar.
É um dos maiores deslocamentos entre cidades, perdendo na Grande São Paulo apenas para o fluxo diário entre Guarulhos e a Capital. De acordo com o estudo, 20.600 pessoas fazem o fluxo contrário, de São Paulo para Osasco.

Deslocamento para SP é um dos maiores do país

O IBGE diz que o objetivo do estudo é fornecer subsídios para a elaboração de políticas públicas e estimular a parceria entre os municípios envolvidos. Os números também são importantes e influenciam o mercado imobiliário. Segundo Jean Paul Cutrona, da construtora Banco de Projetos e vice-presidente da Associação dos Construtores de Osasco, o grande fluxo para a Capital acontece porque cada vez mais Osasco se torna atraente, mesmo para quem trabalha e estuda em São Paulo. “Osasco tem o metro quadrado mais barato que na Capital, o que dá oportunidade para que as pessoas comprem imóveis com metragem maior”, explica.

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Ainda segundo Cutrona, muitas famílias têm optado por buscar imóveis em Osasco devido à facilidade para chegar em São Paulo. Com isso, moram em imóveis com metragem maior do que conseguiriam comprar na Capital e não gastam tanto tempo nesse deslocamento. “Osasco tem facilidade de acesso, estação de trem para interligar ao Metrô. Então a pessoa consegue chegar na avenida Paulista em 40 minutos”, diz.

Municípios integrados são tendência em todo o país

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O Brasil tem 294 agrupamentos de municípios com forte integração entre as suas populações, ou seja, com grande número de pessoas que se deslocam dentro dessas áreas para trabalhar e estudar. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 55,9% da população brasileira, ou seja 106,8 milhões de pessoas, residem nos 938 municípios que integram esses agrupamentos, chamados de “arranjos populacionais”.

Em muitos casos, esses arranjos populacionais formam uma única mancha urbana (conurbação), como São Paulo e 30 municípios vizinhos. As regiões Sudeste e Sul possuem o maior número de municípios integrados do país – áreas em que a população se desloca de uma cidade a outra por motivo de trabalho e estudo.

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