Osasco e Carapicuíba aderem a programa de combate às drogas

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Vício em crack é considerado epidemia / Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Leandro Conceição

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Cidades e governo do estado implantaram programas / Foto: Marcello Casal Jr./ABr
Cidades e governo do estado implantaram programas / Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Osasco e Carapicuíba estão entre as 15 cidades paulistas que aderiram ao programa “Crack, é possível vencer”, do governo federal, no dia 24, sexta-feira.

No estado deve ser aplicado um total de R$ 220 milhões em ações voltadas à segurança pública e à melhoria do atendimento em saúde e assistência social a dependentes químicos, de acordo com o governo federal.

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Os municípios receberão recursos para a criação de leitos de acolhimento de usuários e ampliação dos serviços dos Centros de Atenção Psicossocial, entre outros itens. Na área da segurança pública, o projeto contempla a ampliação do videomonitoramento e novas bases móveis das Guardas Municipais.

“[O programa] integra política de assistência, de saúde, de cultura, de esporte etc., para que essas políticas articuladas possam ter mais eficácia no combate às drogas e no tratamento ao usuário”, explica o secretário de Assistência e Promoção Social de Osasco, Gelso de Lima.

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Secretário faz críticas à “bolsa crack”

O secretário de Assistência e Promoção Social de Osasco, Gelso de Lima, faz críticas ao recém-lançado cartão Recomeço, do governo do estado. Para ele, a medida estadual é “paliativa”.

O cartão Recomeço, apelidado “bolsa crack”, oferece auxílio de R$ 1.350 mensais, durante seis meses, para o tratamento de dependentes químicos em instituições conveniadas.

“Toda iniciativa é bem-vinda, mas criar uma bolsa de R$ 1.350 para o usuário sem que haja uma política mais ampla não vai resultar em nada”, analisa Gelso.

“A pessoa vai para a clínica de recuperação, fica seis meses. Depois, volta para o mesmo ambiente [de antes do tratamento]. Que orientação essa família [do dependente] teve para receber a pessoa depois de sair da clínica de reabilitação?”, questiona o secretário osasquense.

Cadastro
Apesar das críticas, Gelso de Lima diz que o município está elaborando um cadastro de usuários para serem encaminhados ao projeto estadual.

“O [governo do] estado, que está aí há tantos anos sob o mesmo projeto [político] teria de ter sido mais eficaz. É um paliativo que não resolve o problema, mas ajuda a minimizar [o problema] e nós temos de fazer nossa parte”.

Sobre o projeto “Crack, é possível vencer”, que Osasco aderiu no dia 24, o secretário ressalta o fato de envolver ações integradas: “o governo federal faz outra coisa, integra política de cultura, esporte, assistência, saúde, para que essas políticas articuladas tenham mais eficácia no combate às drogas e no tratamento ao usuário”.

Comentários

3 COMENTÁRIOS

  1. Tenho um sobrinho que já faz o tratamento (alcool) na AD., e a situação dele não é nada boa., mora sozinho e não tem renda alguma., gostaria de saber se ele terá direito a este beneficio. grato

    até hoje 26/07/2013 estou aguardando resposta -grato

  2. Tenho um sobrinho que já faz o tratamento (alcool) na AD., e a situação dele não é nada boa., mora sozinho e não tem renda alguma., gostaria de saber se ele terá direito a este beneficio. grato

  3. Gostaria de saber como é feito para fazer tratamento de Drogas, tenho irmão que está necessitando de tratamento e não temos condições de pagar pois ele mora com meus pais que são idosos, por favor me responda

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