Chega a 20 o número de trabalhadores mortos em metalúrgicas de Osasco e região desde 2010

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Foto: Cristiane Alves

O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região esteve na porta de uma empresa em Jandira nesta sexta-feira, 4, para cobrar esclarecimentos com relação à notícia de que, na última quinta-feira um trabalhador terceirizado morreu depois de cair do telhado da empresa, onde fazia manutenção. Essa é a vigésima morte de trabalhador em metalúrgicas de Osasco e região, desde 2010, que a entidade tem conhecimento.

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Oito dias depois do acidente, uma das perguntas feitas pelo Sindicato à empresa foi o nome do trabalhador. Mas o que se ouviu foi o silêncio. “Esse silêncio resume o modo como os trabalhadores terceirizados são tratados pelas empresas, como nada”, afirma o Sindicato.

De acordo com a assessoria do Sindicato, 20 dias antes do acidente, a empresa havia sido alertada sobre as condições inseguras em que estavam trabalhando os terceirizados, numa altura superior a dois metros, sem cinto de segurança ou qualquer outro aparato previsto pela NR 35 (norma regulamentadora que determina regras de segurança para trabalho em altura).

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“Prontamente, a empresa mandou os trabalhadores pararem e descerem do telhado. Mas, pelo visto, quando o Sindicato virou as costas tudo foi esquecido”, afirma a entidade.

CAT

Outro problema é que até hoje o Sindicato não recebeu a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), nem a ata da reunião extraordinária da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Com isso, a empresa desrespeita a Convenção Coletiva, que obriga que o Sindicato seja informado pela empresa em até 24 horas após o acidente.

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A empresa se comprometeu a apresentar a cópia do boletim de ocorrência e da CAT ainda nesta sexta-feira, 4.

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