Com garis em greve, lixo se acumula

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Calçadas de rua na Vila Yara, em Osasco, estavam repletas de lixo na tarde desta quinta, 26 / Foto: Francysco Souza
Calçadas de rua na Vila Yara, em Osasco, estavam repletas de lixo na tarde desta quinta, 26 / Foto: Francysco Souza

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A greve dos garis que afeta cidades da Grande São Paulo, inclusive Osasco, Taboão da Serra e Cotia, e do ABC paulista, chegou ao terceiro dia nesta quinta, 26, e já reflete no acúmulo de lixo pelas calçadas.

Categoria pede 11,73% de reajuste

A categoria pede aumento salarial de 11,73%, mas o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur) oferece 7,68% de reajuste. “É inadmissível a oferta de 7,68%”, diz o presidente da Federação de Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes do Estado de São Paulo (Femaco), Roberto Santiago.
De acordo com a Femaco, 130 municípios são afetados pela paralisação. Entre as cidades mais afetadas estão Taboão da Serra, Osasco, Cotia, as da região do ABC (exceto Rio Grande da Serra e São Bernardo do Campo), Piracicaba, Guarulhos, Araçatuba e Itanhaém.

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A prefeitura de Osasco informou que estão mantidos os 70% do serviço exigidos por liminar da Justiça aos grevistas. Além disso, desde o início da paralisação, servidores municipais foram deslocados para ajudar no recolhimento de lixo.
Em Cotia, caminhões foram impedidos de sair da base operacional, e o serviço ficou prejudicado. A prefeitura pede que os moradores armazenem o lixo dentro de casa até que a coleta recomece.
O sindicato patronal acusa os garis de estar ignorando limirar que determina que 70% do serviço continue operando normalmene (100% na área da saúde) e estabelece multa diária de R$ 100 mil reais em caso de descumprimento. Os grevistas negam.

TRT
Em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na terça, 24, o sindicato patronal rejeitou, pela segunda vez, a sugestão do desembargador Wilson Fernandes, de reajuste de 9,5%. De acordo com o TRT, não há previsão de uma nova reunião de conciliação.
A negociação refere-se à campanha salarial da limpeza urbana 2015, cuja data base é 1º de março. (Com Agência Brasil)

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