“Em nenhum momento tentei passar como inocente”, diz transexual que ganhou abraço de Drauzio Varella

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Após comoção, revelação do crime que levou transexual à cadeia gerou uma série de críticas à reportagem do "Fantástico" / Fotos: reprodução

Após comover muitos internautas ao ser entrevistada para uma reportagem do “Fantástico” (assista abaixo) sobre presas trans em penitenciárias masculinas e receber um abraço de Drauzio Varella ao lamentar a solidão, já que não recebe visitas há mais de oito anos, a detenta Suzi Oliveira teve o motivo de sua prisão revelado e tanto ela quanto a emissora e o médico passaram a receber uma série de críticas.

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Isso porque veio a tona a informação de que Suzi, que cumpre pena em Guarulhos, foi condenada por estuprar e matar uma criança de 9 anos, na zona Leste de São Paulo, em 2010, quando ainda utilizava seu nome masculino.

Após a reportagem, milhares de pessoas haviam enviado cartas à Suzi na prisão. Agora, com a revelação do motivo de sua prisão, as críticas à reportagem fizeram Drauzio Varella emitir uma nota, apoiada pelo “Fantástico”, para se pronunciar sobre o caso. Ele declara que, assim como quando os presos são seus pacientes, ele não perguntou a Suzi o que a havia levado à prisão: “Sou médico, não juiz”.

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O presidente Jair Bolsonaro criticou a reportagem e declarou que “infelizmente a Constituição não permite prisão perpétua”: “Enquanto a Globo tratava um criminoso como vítima, omitia os crimes por ele praticados: estupro e assassinato de uma criança. Graças à internet livre, o povo não é mais refém de manipulações. Infelizmente a Constituição não permite prisão perpétua para crimes tão cruéis”, postou, nas redes sociais.

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Entre os críticos da reportagem também está o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que desejou que Drauzio Varella “termine no inferno”: “Não é juiz? Não é gente?! Você e Marinho NÃO conseguem pedir desculpas! NÃO têm empatia ou compaixão com as crianças e famílias vítimas desse pedófilo! Continuem defendendo esse estuprador assassino, vocês se merecem. Antes que eu esqueça: desejo que vocês terminem no inferno!”, postou o ministro da Educação nas redes sociais. Ele também defendeu boicote à Rede Globo, assim como o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Em carta divulgada por meio de sua advogada, Bruna Castro, nesta segunda-feira (9), Suzi Oliveira declarou: “Eu sei que errei muito e em nenhum momento tentei passar como inocente. Desde aquele dia [do crime] me arrependi verdadeiramente e hoje estou aqui pagando por tudo que eu cometi (…) Quero pedir perdão por meu erro no passado”. Leia a carta na íntegra abaixo:

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