Sala Barueri de Cinema terá mostra de Federico Fellini

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A Sala Barueri de Cinema, que funciona em um dos auditórios do Centro Cultural e exibe filmes gratuitos todo domingo vai realizar uma mostra especial do cineasta Federico Fellini.

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A abertura da programação especial será no dia 11 de junho, às 19 horas, com as presenças de Irineu Guerrini Júnior, professor de Cinema na Faculdade Cásper Liberto, e Carla e Claudia Fellini, primas do cineasta italiano e que estão no Brasil.

No dia 11, o filme exibido será A Doce Vida. O professor Guerrini falará da película e também sobre o cineasta, já fazendo uma prévia das próximas exibições. Logo após o bate papo com Guerrini e as primas de Fellini tem início a exibição do filme.

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A era de ouro do cinema italiano está entre a ascensão do neo-realismo, nos anos 40, até meados dos anos 70. Nesse período estão os trabalhos mais contundentes e representativos do país e entre os cineastas destaca-se Federico Fellini.

Entre seus filmes que serão exibidos ao longo do mês de junho, com sessões às 20 horas, estão: “A Doce Vida”, “Amacord”, “Fellini 8 ½” e “Os Boas Vidas”.

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Federico Fellini nasceu em 1920. Começou como jornalista em Florença, e logo depois passou a escrever pequenos roteiros e piadas para comediantes. Ele foi um dos mais importantes cineastas italiano. Ficou eternizado pela poesia de seus filmes, que, mesmo quando faziam sérias críticas à sociedade, não deixavam a magia do cinema desaparecer.

Fellini ficou famoso pela estrutura cult de seus filmes. Geralmente fazia críticas ao totalitarismo, marxismo, à Igreja Católica, capitalismo e a influência americana nos costumes de outros países, principalmente na Itália.

Poucos diretores de cinema conseguiram marcar tão claramente seu estilo, a ponto de virar adjetivo. Dizer que tal filme ou tal personagem é “felliniano” significa identificá-lo com a estética ao mesmo tempo barroca e popular de seus trabalhos das décadas de 60 e 70.

“Escolher filmes dessa época é muito difícil, pois são obras fantásticas”, comenta o professor Guerrini, que estará em todas as apresentações para fazer comentários e tirar dúvidas da platéia. A mostra vai exibir os filmes em DVD num telão com ótima qualidade de som e imagem.

 

A Doce Vida

Considerado a grande obra de Fellini, A Doce Vida traz a história de Marcello Rubini (Marcello Mastroianni), que é um jornalista em Roma e escreve fofocas para os tablóides sensacionalistas. Ele anseia ser um escritor sério mas, como tantos, nunca consegue escrever qualquer coisa mais profunda além do que ele normalmente escreve para viver.

Em uma boate Marcello conhece uma herdeira rica, Maddalena (Anouk Aimée), que sofre por sentir um enorme tédio pois tudo a chateia, e ela constantemente está à procura de excitações novas.

Juntos pegam uma prostituta e passam a noite fazendo um menage à trois no quarto da meretriz. Quando Marcello volta para casa encontra sua costumeira amante, Emma (Yvonne Furneaux), que tinha tomado uma overdose de pílulas para dormir.

Marcello se apressa em levá-la até o hospital onde ele fica seguro que Emma se recuperará, apesar dela estar ainda muito deprimida. Marcello então corre para cobrir no aeroporto a vinda de Sylvia Rank (Anita Ekberg), uma nova atriz de Hollywood.

Logo Marcello fica mais íntimo de Sylvia e é tudo que ele deseja, pois está totalmente fascinado pela beleza dela. Assim percorrem juntos os pontos turísticos de praxe, como a Praça de São Pedro, as Termas de Caracalla e a Fonte de Trevi, onde ela resolve tomar um banho com roupa enquanto Marcello tentava achar leite para um gatinho, que Sylvia tinha visto nas ruas.

Ao retornar Marcello vê Sylvia se banhando e se deslumbra, principalmente quando ela o convida para tomar banho com ele. Mas ao voltarem da fonte a situação fica desagradável, pois Robert (Lex Barker), o noivo de Sylvia, a esbofeteia e faz o mesmo com Marcello, que não revida.

Amacord

Amacord foi feito no ápice da carreira de Fellini. O tema é o cotidiano da vida humana, tratado com soltura, leveza , humor e crítica, questionando a condição emocional, sexual e politica. Amacord é uma palavra do dialeto Emilico-Romano que significa Me Recordo.

No filme, o diretor retrata suas memórias autobiográficas de um período de sua adolescência através do olhar de um rapaz chamado Totti em Rimini, sua viela natal beira mar, no ano de 1930, quando o facismo de Mussolini começava a dominar a Itália.

O filme descreve de forma deslumbrada, mas não exagerada, o relacionamento do rapaz com a viela, seu mundo e personagens que ao longo do filme vão se tornando mais e mais universais.

O filme começa com uma cena antológica que mostra numa noite um carro estacionado chacoalhando; dentro dele o rapaz e seus amigos se masturbando.

Amacord nos coloca numa trama simples do cotidiano da vila durante um ano e vai nos revelando a vida e os eventos de seus personagens como o padre severo, a louca da praia, o louco da cidade, as irmãs solteironas, a prostituta, o príncipe aristocrata, o comerciante, a mulher mais bonita da cidade, a comerciante gorda e outros que a câmera sempre mostra com distanciamento e delicadeza e que dão fluência peculiar ao filme.

Fellini 8 ½

O filme 8 ½ traz a história do cineasta Guido Anselmi (Marcello Mastroianni) que, prestes a rodar sua próxima obra ainda não tem ideia de como será o filme. Mergulhado em uma crise existencial e pressionado pelo produtor, pela mulher, pela amante e pelos amigos, ele se interna em uma estação de águas e passa a misturar o passado com o presente, ficção com realidade.

Os Boas Vidas

Os Boas Vidas é uma obra satírica, estudo de costumes de certo meio social que já traz os rudimentos do universo do cineasta, apresentado ainda sem a exuberância posterior.

Em uma pequena cidade costeira da Itália no período pós-Guerra, um grupo de cinco rapazes de classe média leva uma existência ociosa, sem profissão ou projetos para o futuro, morando com as famílias. Eles matam o tédio com conversas intermináveis, festas, bebedeiras e pequenas travessuras de adolescentes, embora tenham entre 25 e 30 anos.

Essa vida sossegada, da qual pensam poder desfrutar eternamente, estremece quando um deles, Fausto (Franco Fabrizi), o carismático don Juan local, engravida Sandra (LeonoraRuffo), uma jovem da cidade.

Ele é obrigado pelo pai a casar e, pior, tem de começar a trabalhar – tudo isso sob o riso zombeteiro dos amigos. Fellini aborda com afetuosa cumplicidade essa permanente dificuldade de passar para a vida adulta, mas não deixa de endereçar um olhar crítico, cheio de ironia.

Programação:

 

Mostra especial Federico Fellini

Abertura – 11 de junho, às 19 horas

Sessões às 20 horas

Dia 11 de junho – A Doce Vida

Dia 15 de junho – Amacord

Dia 22 de junho – Fellini 8 ½

Dia 29 de junho – Os boas vidas

SALA BARUERI DE CINEMA

Dias 11, 15, 22 e 29 de junho às 20 horas

No Centro de Eventos

Avenida Pastor Sebastião Davino dos Reis, 672, Vila Porto

Entrada gratuita

Mais informações: 4199-1600

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