Setores da metalurgia superam cota de contratação de pessoa com deficiência em Osasco e região

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A pesquisa foi lançada na sede do Sindicato, no dia 6 de março / foto: Felipe Albano

Dois setores de metalurgia superaram as cotas de contratação de trabalhadores com deficiência em Osasco e região, definidas pela Lei de Cotas (8.213/91), no ano passado. O setor de laminação registrou um índice de 105,3% e o de laminação/trefilação, 103,1%.

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Os dados foram divulgados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região e fazem parte da 14ª edição da Pesquisa “Lei de Cotas – Trabalhadores com deficiência no setor metalúrgico de Osasco e Região”, que também apontou que 96,5% das vagas reservadas à Lei estavam preenchidas pelas metalúrgicas da região.

Os demais setores da categoria, como fundição, estamparia, máquinas e eletrônicos, ficaram entre 83,9% e 94%. “Vale ressaltar que o setor automotivo foi pioneiro na assinatura de cláusula específica prevendo a contratação preferencial até o limite da Lei de Cotas, com previsão de acessibilidade, em 2007, e renovado bianualmente por 12 anos consecutivos”, destaca a pesquisa.

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O estudo é uma realização do Sindicato em parceria com a Gerência Regional do Trabalho de Osasco e o Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência em São Paulo. Ele busca conhecer a realidade da presença dos trabalhadores com deficiências no setor para identificar os problemas e soluções para resolvê-los.

A pesquisa aponta ainda que, no ano passado, 55,2% das empresas cumpriram integralmente a legislação ou contratavam além do exigido. Por outro lado, 6% desrespeitaram a Lei.

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O diretor do Sindicato e coordenador do Espaço da Cidadania, Carlos Aparício Clemente, diz que “o trabalho pela inclusão é diário, e a defesa da Lei de Cotas deve ser permanente”. “ A pesquisa derruba os mitos e comprova que é possível que qualquer segmento tenha pessoas com deficiências nos seus quadros”.

Recorte por Deficiências

O estudo indica a concentração de contratação entre as deficiências física e auditiva, juntas representam 73,5% do total de vagas ocupadas em 2019. Neste mesmo período, a visual correspondia 13,2% das contratações e a somatória das deficiências intelectual e múltipla correspondiam a 4,1%.

“É satisfatório estar aqui no lançamento da a 14ª Pesquisa, que mostra concretamente a importância do papel do Sindicato que, de acordo com a Pesquisa, 96,5 % das vagas previstas pela Lei de Cotas nas fábricas da região estão sendo preenchidas, enquanto, infelizmente, no país temos apenas 50%”, destaca o coordenador do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho – SRTb/SP, José Carlos do Carmo (Kal).

A divulgação da Pesquisa reuniu, na sede do Sindicato, empresas, trabalhadores com deficiências, dirigentes sindicais, autoridades, especialistas e militantes pela inclusão.

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