Editorial: A noção de coletividade (paulista) quando o assunto é mobilidade

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O paulista é um sujeito curioso. Ao longo de décadas, cresceu ouvindo sobre coisas maravilhosas como estradas, vias e marginais que os políticos do passado construíram. Enquanto o trânsito foi cada vez mais se complicando. Cresceu numa razão muito maior que a própria malha viária. E o paulista passou a se incomodar. Reclamar dos horários de rush. Reclamar da insuficiência e ineficiência do transporte coletivo na capital.

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Quando a prefeitura de São Paulo começou a tentar uma guinada rumo à coletividade, desagradou. Primeiro com os fura-filas do finado prefeito Celso Pitta, mais de marketing do que gestão. Sua gestão também criou o rodízio de veículos. Mirou no gato, acertou no leite: a preocupação era com o ambiente, não exatamente a mobilidade.

Com a prefeita Marta Suplicy, o marketing virou programa de governo e os corredores de ônibus entraram de fato para o planejamento urbano. E por causa disso ela sofreu uma saraivada de críticas. Mas aí veio José Serra e sua solução foi duplicar as marginais para comportarem mais carros… Já a contribuição de Kassab foi proibir ônibus fretados (!) de transitarem no centro.

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Agora o prefeito Fernando Haddad levou a questão dos transportes coletivo e alternativo ao próximo nível. Encheu a cidade de faixas exclusivas; aumentou a velocidade média dos ônibus; implantou ciclovias como já funcionam na maioria das capitais do planeta. Para aumentar a fluidez e reduzir acidentes, diminuiu a velocidade máxima das marginais.

Mas o paulista reclama dos 4 minutos que poderia perder se andasse no limite da velocidade antiga em toda a marginal. Não reclama do pífio crescimento do Metrô nos últimos 20 anos. Ou do sumido monotrilho, também do governo do estado. Mas os 4 minutos que poderiam ser, ah como fazem falta!

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