A novela da Sabesp

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De uma forma cruel, foi emblemática a queda de um automóvel numa cratera causada pelo rompimento de uma adutora em Osasco nesta semana. Isso, no dia seguinte à reclamação do prefeito eleito de Osasco, Jorge Lapas, sobre a qualidade dos serviços de manutenção e tapa buracos por parte Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Não há, ao menos na Grande São Paulo, outro tema que mobilize e una tanto os prefeitos, independente de seus partidos e bandeiras ideológicas, quanto a Sabesp e os problemas de fornecimento de água e execução de serviços que as cidades enfrentam com a concessionária.

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Já houve tentativas de somar esforços para exigir o cumprimento de contratos

Na série de entrevistas realizadas com os prefeitos eleitos na região, e nas demais aparições públicas daqueles que serão os chefes do Executivo pelos próximos quatro anos, é regra o assunto aflorar espontaneamente. A imperiosa necessidade de união dos municípios na cobrança de qualidade da prestadora é meta recorrente.
O tema nem mesmo é novo. Já houve tentativas anteriores de somar esforços das prefeituras para exigir o cumprimento de contratos. A cada renovação, aliás, a legalidade da recontratação sem licitação volta a ser discutida, assim como a própria formulação dos contratos em si, na maioria das vezes sem uma auditoria técnica eficiente por parte das prefeituras.

É também recorrente a queixa dos prefeitos de formalizarem contratos sucumbindo à pressão da concessionária, que ameaça reivindicar a contrapartida pelos investimentos na implantação das redes de águas e esgotos.
Já passou da hora de encerrar essa novela. Entre buracos aqui e vazamentos acolá, a população aguarda ansiosa por um final feliz.

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