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Audiência pública na Câmara de Osasco discute empregabilidade e educação

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Audiência foi realizada na noite desta quarta-feira (25) / Foto: Ricardo Magliorini

A escolaridade é fundamental para garantir e gerar o aumento da empregabilidade. A qualificação profissional aumenta as chances de garantir uma vaga no concorrido mercado trabalho, especialmente no ramo da tecnologia. Essa é a conclusão dos especialistas que participaram da Audiência Pública proposta pela Frente Parlamentar de Geração de Emprego, Trabalho, Renda e Desenvolvimento Econômico, através da Comissão Permanente de Economia e Finanças, realizada na noite desta quarta-feira (25), no Plenário Tiradentes, na Câmara Municipal de Osasco.

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“Vemos um futuro muito duro. Um dado assustador foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Aponta uma taxa elevada de abandono escolar. Segundo o levantamento, mais de 650 mil crianças saíram da escola nos últimos três anos”, revelou a vereadora Elsa Oliveira (Podemos) presidente da Frente Parlamentar de Geração de Empregos.

Líder do Governo, Ana Paula Rossi (PL), elogiou a transformação da cidade em um polo tecnológico, mas fez uma pergunta: ‘Como apresentar uma tecnologia a pessoas que não tiveram acesso à alfabetização?’. “Muitas pessoas não tiveram a oportunidade de serem alfabetizados, não podemos fechar os olhos para essa a realidade do nosso município”, disse Ana Paula.

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E foi esse aspecto que o especialista em Gestão da Informação, Francisco Felinto da Silva Jr, abordou. “Falamos aqui de jovens fora da escola. A gente precisa encarar esse desafio. Precisamos enxergar, raciocinar, debater e criar soluções, muitas soluções, porque são diversos caminhos a percorrer”, declarou, ao comentar que a proporção de desempregados é muito maior que a quantidade de vagas oferecidas e que o empreendedorismo, que também é um caminho para mais geração de empregos, precisa contar com formação educacional.

Além da questão do déficit da educação formal, Cintia Correia Sousa Hilario, Secretária Executiva de Politica para Mulheres e Promoção da Diversidade, esclarece que desigualdade social também influencia empregabilidade. “Temos de ter também o compromisso de fomentar politicas que atendam os mais vulneráveis”.

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Juliana da Ativoz (PSOL), concorda com a Secretária e acrescenta a necessidade de olhar as minorias. “A população que procura o vereador é uma população que às vezes vem pedir saneamento básico, cesta básica. Concordo que tecnologia é importante, fato. Muitos não conseguem estudar e se qualificar porque precisam trabalhar para cuidar dos filhos, há os que não tem os recursos, e a população que não é respeitada como os LGBTQIA+ e pessoas com deficiência”, reforçou a parlamentar.

Atuando na Coordenação de Programas da Secretaria de trabalho, Emprega e Renda, Marco Antônio Villela Santos, reforçou a necessidade de se considerar a relação entre empregabilidade e escolaridade. “O desafio não é só qualificar para empregos de tecnologia, precisamos deixar as pessoas em condições de concorrer às vagas disponíveis. Isso demanda uma ação governamental direta, incluindo programas de alfabetização”, esclarece Vilela.

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