Cena de estupro de bebê de 6 meses está entre os materiais apreendidos em operação policial

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A Polícia Civil prendeu 25 pessoas que armazenavam e compartilhavam imagens pornográficas envolvendo crianças durante a operação Luz na Infância, realizada nesta sexta-feira (20), em cidades de todo o estado de São Paulo, entre elas Osasco e Carapicuíba, com o objetivo de combater a pedofilia.

Ao todo, 147 agentes do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) participaram da ação, após inquérito iniciado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que enviou de Brasília uma lista de “alvos” a serem investigados no território paulista.

Dos 25 presos, dois compartilhavam as imagens – a pena para esse crime varia de três a seis anos de detenção. Os demais são acusados de armazenar o material pornográfico – delito afiançável. Parte da investigação está sob segredo de Justiça.

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Durante a operação, foram apreendidos 25 computadores, 29 notebooks, 272 mídias e 43 celulares que estavam com os criminosos. “Os policiais que participaram da ação olharam isso e disseram que nunca tinham visto coisas tão horríveis”, contou Elisabete Sato, diretora do DHPP.

Sato explicou que todo o material foi encaminhado ao Instituto de Criminalística (IC) para perícia. “O trabalho dos peritos, especialmente os de informática, foi muito importante. Esse é um trabalho extremamente difícil de ser realizado”, afirmou.

Responsável pela ação em São Paulo, o delegado Alfredo Gibeli detalhou que a idade dos suspeitos, todos homens, varia de 20 a 70 anos. “O total de arquivos chegou a mais de 1.000 em um equipamento.” Entre eles, havia a cena de estupro de um bebê com seis meses de idade.

As prisões aconteceram na Capital, na Grande São Paulo e nas regiões de Campinas, São José do Rio Preto, Sorocaba e Araçatuba. Com a perícia, será possível saber se os homens que armazenavam também compartilhavam imagens. Assim, eles poderão ficar detidos.

“A Polícia Civil tem dado respostas rápidas aos crimes e esse é mais um caso. A operação foi totalmente exitosa”, avaliou o delegado-geral, Youssef Abou Chahin. A investigação sobre pedofilia vai continuar sendo realizada pelo DHPP.

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