Conselheiro de turismo, empresário de Osasco critica anúncio de mudança da Fórmula...

Conselheiro de turismo, empresário de Osasco critica anúncio de mudança da Fórmula 1 para o RJ

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Foto: Foto: Beto Issa/ GP Brasil

O anúncio da mudança do circuito brasileiro de Fórmula 1 do autódromo de Interlagos, em São Paulo, para o Rio de Janeiro, feito ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, está gerando polêmica.  O presidente assinou termo de cooperação com o governo do estado e a prefeitura do RJ para as obras de um autódromo em Deodoro, que deverá ter capacidade para um público de 130 mil pessoas. Para Edson Pinto, conselheiro estadual de turismo e empresário osasquense, o anúncio foi um equívoco.

Segundo Bolsonaro, a mudança acontecerá porque “São Paulo, como havia participação pública e uma dívida enorme, tornou-se inviável a permanência da Fórmula 1 lá”. No mesmo dia do anúncio, no entanto, a Prefeitura de São Paulo emitiu nota desmentindo qualquer problema com a realização da prova em SP. A capital tem contrato para sediar a F1 até 2020 e está negociando inclusive a renovação a partir de 2021.

“Há um contrato em vigor com a empresa responsável pela organização do GP Brasil de F1, válido até dezembro de 2020”, diz a nota, reforçando que negocia desde 2018 a renovação desse contrato. “A Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado de São Paulo desconhecem qualquer obstáculo que possa inviabilizar a renovação do referido contrato”, afirma o texto.

Para Edson Pinto, membro do Conselho de Turismo do Estado de São Paulo (CONTURESP), o presidente comete um “enorme equívoco” ao anunciar a mudança

Prejuízos para o turismo de São Paulo com “concorrência predatória”

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Para Edson Pinto, membro do Conselho de Turismo do Estado de São Paulo (CONTURESP) o presidente comete um “enorme equívoco” ao anunciar a mudança. Edson representa a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo no conselho e também é presidente do SinHoRes Osasco – Alphaville (sindicato empresarial dos hotéis, bares e similares da região).

“A atração de mega eventos para uma cidade não é tarefa fácil e nem barata. Esses eventos geram grande visibilidade internacional e movimentam milhões de dólares. Estabelecer concorrência predatória desnecessária é um desserviço ao turismo nacional na medida em que gera insegurança e faz aumentar as ‘luvas’ para fechar o negócio” diz Edson. Segundo ele, “aumentam também as exigências dos organizadores do evento, no caso, da empresa norte americana que detém os direitos da Fórmula 1”, diz.

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O governador João Doria (PSDB) também criticou o anúncio feito pelo presidente, afirmando que Bolsonaro teria sido movido pelo entusiasmo. Ele também criticou o local indicado por Bolsonaro e autoridades fluminenses para a construção de um autódromo. “Um descampado, uma área até de proteção ambiental”, disse, em entrevista à rádio Bandeirantes.

Edson Pinto destaca que São Paulo paga luvas de cerca de U$ 40 milhões e perderia todo o investimento que a cidade já fez no autódromo, atendendo às exigências dos organizadores. Interlagos é o único circuito da América do Sul considerado “nível 1”, classificação usada pela Federação Internacional de Automobilismo para autódromos capazes de receber a F1.

334 milhões em 2018

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura de São Paulo, em 2018, o GP Brasil movimentou 334 milhões com turismo na cidade, crescimento de 15% em relação ao ano anterior.

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