Editorial – Reajuste da passagem: em meio à crise, mais um castigo

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Em meio a uma grave crise econômica no país, com desemprego em alta, é mais um castigo duríssimo à população o elevado reajuste da tarifa de ônibus nas cidades da região.

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Autorizado nas gestões anteriores, o valor subiu de R$ 3,80 para R$ 4,20, alta de 10,5%, em Osasco, Barueri, Carapicuíba e Itapevi. Em Cotia, o reajuste foi de 11,1%, de R$ 3,60 para R$ 4,00. Em todos os casos, a alta foi maior que a inflação registrada pelo IPCA em 2016, que ficou em torno de 6,38%.

Com razão, protestos têm sido realizados contra o pesado reajuste. O aumento da tarifa afeta não só a população, com muitos desempregados que têm de se virar para complementar o valor da nova tarifa ir procurar emprego, mas também as empresas, que arcam um custo maior para a passagem dos funcionários.

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O reflexo do aumento é maior ainda entre a população mais pobre, dos bairros mais afastados, que usa duas, três conduções para chegar ao trabalho. Com a alta na tarifa, fica ainda mais comum a preferência por contratar candidatos que usem apenas uma condução.

Fora isso, é gritante a insatisfação da maioria dos usuários com os serviços prestados pelas concessionárias. Ônibus lotados, atrasos, precariedade são reclamações comuns.

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Neste cenário, fica o apelo aos novos prefeitos da região para a possibilidade de revisão sobre o reajuste da tarifa.

Seja com a revogação do aumento, como fez o prefeito de Jandira, Paulo Barufi (PTB), ou com uma alta menor, que onere menos o bolso dos munícipes e empresários, que já sofrem tanto com os reflexos da grave crise econômica, mais condizente com a inflação oficial medida do passado.

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