Internação compulsória: medida para inglês ver

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Quando a adoção da internação compulsória para dependentes químicos foi anunciada pelo governo do estado de São Paulo, as opiniões colhidas pelo jornal Visão Oeste já demonstraram a preocupação dos profissionais ligados ao assunto quanto à necessidade de a ação ser coordenada com um programa efetivo de acompanhamento psicossocial, de saúde etc. Caso contrário, configuraria apenas uma ação higienista, atitude pela qual muitas vezes o governo tucano foi acusado ao longo da atual gestão.

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Estado teria mantido vítimas de transtornos mentais em prontos-socorros

Nesta quinta-feira, 11, o Ministério Público Estadual ajuizou ação contra o governo para garantir o retorno do atendimento aos pacientes com transtornos mentais no Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental Philippe Pinel. A denúncia do MP é grave: para cumprir a promessa de abrir 700 leitos para viciados, o Estado teria mantido as vítimas de transtornos mentais em prontos-socorros, sem estrutura e atendimento adequado.

Se o desvirtuamento aconteceu no atendimento no Pinel, referência no atendimento a psicóticos em surto, o MP acredita que pode ter ocorrido em outras unidades. E o problema se aprofunda: segundo os promotores, os profissionais não foram capacitados para lidar com viciados e tão pouco estes teriam recebido qualquer tratamento específico além da abstinência e banhos por 30 dias.

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A partir da denúncia do MP, confirma-se a intenção higienista da medida. Basicamente utilizada como marketing de oportunidade, diante da crescente pressão da sociedade para buscar soluções para o sério problema social em que se transformou a região da Cracolândia.

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