Nível do Sistema Cantareira está em 3,5%

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Sistema Cantareira voltou a apresentar quedas sucessivas / Foto:

O nível do Sistema Cantareira, nesta segunda-feira, 20, está em 3,5%, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

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Domingo, o reservatório estava com 3,6% de seu nível. No final da semana passada, a Sabesp informou que restavam apenas 40 bilhões de litros de água da primeira cota da reserva técnica do Cantareira que começou a ser retirada no dia 16 de maio.

Diversas áreas da região sofrem com falta de água; presidente da Sabesp admitiu que, se não chover, primeira parte da reserva técnica pode acabar em meados de novembro
Diversas áreas da região sofrem com falta de água; presidente da Sabesp admitiu que, se não chover, primeira parte da reserva técnica pode acabar em meados de novembro

Durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sabesp, na Câmara Municipal de São Paulo, a presidente da companhia, Dilma Pena, admitiu que, se não chover nos próximos dias, a primeira parte da reserva técnica pode acabar em meados de novembro. A alternativa seria utilizar a segunda cota do volume morto, autorizada pela Agência Nacional de Águas (ANA) no último dia 17.

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De acordo com a Sabesp, a segunda cota acrescentará mais 106 bilhões de litros ao sistema. Mas a ANA determinou que o uso dessa cota obedeça regras que garantam o abastecimento da região metropolitana de São Paulo, até abril de 2015, sem prejuízo à bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

A proposta de retirada gradual da reserva foi encaminha ao órgão federal no dia 10 de outubro, pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee).

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A retirada de água da segunda cota do volume morto chegou a ser vetada por uma liminar judicial, mas a decisão foi suspensa pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador federal Fábio Prieto, a pedido da Sabesp e do Daee.

A ação foi proposta pelos ministérios públicos estadual de São Paulo e o federal (MPF), com a intenção de garantir que a primeira parte do volume morto não se esgotasse antes de 30 de novembro. (Da Agência Brasil)

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