Osasco e Taboão estão entre as dez cidades com ar mais poluído

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Em cinco anos, estado quase 70 mil internações por problemas causados pela poluição / Foto: Eduardo Metroviche

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Fernando Augusto

Um estudo realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade mostra que dois municípios da região estão entre os dez com maior nível de poluição do ar no estado de São Paulo. A situação é pior em Osasco, que só perde para Cubatão, cidade industrial no litoral do estado.

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Já Taboão da Serra aparece como a décima mais poluída.
O instituto utilizou dados da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) de 2006 a 2011 referentes ao material particulado fino (MP 2,5), que é uma poeira fina emitida principalmente por veículos, indústrias e queima de cana-de-açúcar.

“No corpo humano, essa partícula tem efeitos causadores de doenças respiratórias, doenças isquêmicas cardiovasculares e cerebrovasculares e câncer de pulmão”, alerta Evangelina Vormittag, que é médica, presidente do instituto e responsável pelo estudo.

Índice é duas vezes maior do que recomenda OMS

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Todos os municípios pesquisados estão com índices de poluição atmosférica acima do que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 10µg/m³. Osasco chegou a uma média anual de 30,03µg/m³ em 2011.

Evangelina Vormittag diz que a grande densidade demográfica de Osasco favorece a concentração de poluentes. Ela defende atuação do governo com políticas públicas para melhorar a situação.

“Um transporte público mais efetivo, inspeção veicular, estímulo às bicicletas e imposição de limites para as indústrias são algumas medidas que têm efeito imediato em relação à mortalidade e internações causadas por doenças respiratórias”, diz a especialista.

Ela defende a volta da inspeção veicular, mas dessa vez em todo o estado. Osasco já havia aprovado lei para fazer a inspeção, mas voltou atrás quando esta foi suspensa na Capital.

O ranking da poluição ficou assim: Cubatão, Osasco, Araçatuba, Guarulhos, Paulínia, São Bernardo do Campo, Santos, São José do Rio Preto, São Caetano do Sul e Taboão da Serra.

Poluição traz doenças e gastos com saúde pública

No período da realização do estudo, Osasco registrou 1.267 internações devido a problemas de saúde relacionados à poluição do ar, gerando gastos de R$ 2.233.844 à saúde pública, segundo o estudo.

Dessas internações, 330 são relacionadas a doenças respiratórias em adultos e 502 a doenças cardiovasculares. No estado de São Paulo, foram 68.499 internações.

De acordo com Evangelina, os dados utilizados são do SUS. Ela lembra ainda que os efeitos da poluição são ainda maiores do que os números mostram, já que muitas pessoas têm sinusites e rinites devido à má qualidade do ar, mas não chegam a necessitar de internação.

Os dados de mortalidade também assustam. No Estado de São Paulo, foram 17.443 mortes e em Osasco, 428.

Comentários

1 COMENTÁRIO

  1. OSASCO NÃO ESTA PREOCUPADA COM A MOBILIDADE URBANA TANTO É QUE LIBERA CONSTRUÇÕES DE NOVOS CONDOMÍNIOS, ONDE NÃO EXISTE NEM VIAS DE TRAFEGO LOCAL, APENAS VIELAS QUE CIRCULAM UM VEICULO DE CADA VEZ, E OS SEMÁFOROS AO INVÉS DE REGULAR O FLUXO DE TRANSITO, FORMAM UM CAOS JÁ QUE EM CADA ESQUINA SE COLOCA UM SEMÁFORO, SEM ESTUDAR OS EFEITOS QUE ESTE VAI PROVOCAR, BASTA VOCÊ ANDAR NAS AVENIDAS DE OSASCO E CONTAR QUANTOS SEMÁFOROS EXISTEM EM CADA 100MTS. UM VERDADEIRO ABSURDO. AI É SÓ ESPERAR PELA POLUIÇÃO…VEICULO PARADO POLUI MAIS QUE QUALQUER USINA DE CUBATÃO.

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