“Patrulha do Consumidor”: morador de Carapicuíba é vítima de quadrilha acusada de golpes no site 123 Importados

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Reprodução

No sábado (4), a “Patrulha do Consumidor”, com Celso Russomano, no “Cidade Alerta”, da Record TV, exibiu uma reportagem em que mostra a prisão da quadrilha acusada de aplicar golpes pela internet por meio do site 123 Importados, que teria feito mais de 10 mil vítimas.

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Seis homens e duas mulheres suspeitos de envolvimento no crime foram presos na quarta-feira (1°), pela Polícia Civil, por meio de uma operação da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio do Deic.

A quadrilha atraía as vítimas por vender na internet, pelo site “123 Importados”, TVs, geladeiras, entre outros eletrodomésticos e eletroeletrônicos com preços muito abaixo da média de mercado. Para receber o pedido, os consumidores eram orientados a pagar o valor da compra à vista e aguardar prazos entre 45 a 90 dias. Mas, para a maioria dos compradores, os produtos não chegavam.

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Celso Russomano reuniu dezenas de vítimas do golpe. Todos apresentaram relatos semelhantes. A Polícia Civil estima que os clientes tiveram prejuízos que somam R$ 10 milhões. “Fiz a compra de uma TV, uma geladeira e uma maquina de lavar. Depois que paguei, eles me bloquearam e não consegui mais entrar em contato com nenhum deles” disse uma vítima.

“Paguei à vista, juntei as minhas economias para dar um presente para os meus filhos. Foi um dinheiro muito suado, mas até agora não recebi”, relatou outra. “Vi um cantor anunciando a empresa na televisão e comprei uma TV de 55 polegadas. Paguei o boleto à vista, mas não recebi o produto até hoje”, diz uma vítima que mora em Carapicuíba.

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Integrantes da quadrilha diziam que tinham parceria com a B2W, dona das Americanas.com, Submario, Shoptime e Sou Barato, o que passava credibilidade aos compradores. Mas a parceria não existia. Os estelionatários compravam produtos de lojas da B2W com o valor do mercado e entregava somente para clientes que poderiam levantar suspeitas, como delegados e advogados, caso não recebessem suas compras.

A reportagem mostra que ao saber dos golpes, a B2W deixou de vender para os suspeitos de envolvimento no crime, que tinham acabado de estruturar um novo golpe em outro ramo, com a venda de pneus.

A quadrilha era investigada ainda por outro golpe, aplicado em 2019, que fraudava empréstimos bancários. Segundo a reportagem, o comércio de pneus seria a quarta empresa aberta pelo grupo para a prática de estelionato.

As pessoas que foram presas tiveram seus bens apreendidos para que sejam leiloados e as vítimas ressarcidas. Celso Russomano orienta às pessoas que foram vítimas do golpe que registrem um boletim de ocorrência para que busquem o ressarcimento dos valores. Assista reportagem abaixo:

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