Reforma da Previdência estadual é aprovada sob tumulto, com deputado de Osasco atingido por gás de pimenta

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reforma da previdência doria (Médio)
Tropa de choque usou gás de pimenta e bombas de efeito moral contra manifestantes

A reforma da Previdência estadual proposta pelo governo de João Doria (PSDB) foi aprovada em segundo turno em sessão tumultuada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta terça-feira (3).

Manifestantes protestaram contra a reforma dentro e fora da Alesp e houve repressão da tropa de choque da Polícia Militar, com balas de borracha e bombas de efeito moral.

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O deputado estadual Emidio de Souza (PT), ex-prefeito de Osasco, diz que foi atingido por gás de pimenta. “Lamentável o que está acontecendo hoje na Alesp. Servidores que estão lutando pela manutenção de seus direitos estão sendo duramente reprimidos. Eu mesmo fui atingido por gás de pimenta”, declarou Emidio.

“Toda solidariedade aos servidores que estão sofrendo. A presidência da Alesp, que deveria dar exemplo de respeito e cidadania, está agindo de forma antidemocrática”, completou o deputado osasquense.

A reforma da Previdência estadual estabelece idade mínima para aposentadoria, de 62 anos para mulheres e 65 para os homens, acaba com adicionais por tempo de serviço e proíbe a acumulação de vantagens temporárias – como o recebimento de valores adicionais na aposentadoria por ter exercido cargos de chefia no serviço público.

Para professores, a reforma prevê ainda idade mínima de aposentadoria de 51 anos para mulheres e 56 para homens. Os militares não foram incluídos na proposta.

A proposta foi aprovada em segundo turno com 59 votos a favor e 32 contra.

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