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Reunião de prefeitos discute mudança do Ceagesp para área da Lagoa de Carapicuíba

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Prefeitos e representantes do governo do estado durante reunião extraordinária do Cioeste nesta terça-feira (2) para discutir possível mudança do Ceagesp / Foto: Sérgio Gobatti

Neste terça-feira (2) foi realizada reunião extraordinária dos prefeitos das cidades que formam o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (Cioeste) para defender a possível mudança do Ceagesp para a região. Representantes do governo do estado, responsável pelo projeto, participaram do encontro.

Estão em pauta quatro propostas da iniciativa privada para a construção da “Nova Ceasa”, visando a transferência da Ceagesp, que hoje funciona no bairro da Vila Leopoldina, na Zona Oeste da capital. Duas áreas estão localizadas na região, uma em Santana de Parnaíba e outra na divisa de Barueri com Carapicuíba, onde existia a Lagoa.

O encontro desta terça teve a participação de representantes da empresa FRAL Consultoria, que apresentou projeto para que o Ceagesp fique na área da Lagoa de Carapicuíba.

Área da Lagoa

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Entre os atrativos destacados pela empresa estão a área de instalação do entreposto, que ficará na divisa com Barueri, tendo como principais vias próximas a Castello Branco e o Rodoanel. Trata-se de uma área de recuperação ambiental que já tem aprovação da Cetesb, que é pública e não depende de desapropriação.

Outro ponto destacado é a parte de logística, que atende a três modais de acesso (ferroviário, rodoviário e hidroviário), o que viabilizará ainda mais a economia para a região; a geração de empregos diretos, que dobrará da capacidade atual para quase 25 mil empregos, e indiretos podendo chegar a 40 mil, visto que o projeto viabiliza um shopping com 300 lojas, um centro de convenções e um hotel; por fim, está o aumento da arrecadação do ICMS para a região de R$13 bilhões/ano, sendo que só em Carapicuíba esse valor aumentará cerca de cinco vezes, passando dos atuais R$ 76 milhões/ano (2018) para R$ 420 milhões/ano, por exemplo, segundo estudos feitos pela FRAL.

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Também foi ressaltada a curta distância do atual Ceasa, aproximadamente 7 km entre São Paulo e a região oeste, o que impactaria pouco na vida dos permissionários e funcionários. Neste projeto, o custo estimado é de R$ 2,3 bilhões.

Decisão sobre mudança deve sair este ano, diz secretário

Um dos representantes do governo do estado no evento, o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, encerrou a reunião com os prefeitos informando que o governador tem interesse de concluir esse processo ainda neste primeiro ano de sua gestão e que a fase agora é de estudos, principalmente na parte logística, considerada fundamental para a definição da mudança.

“Levarei ao governador todos os apontamentos apresentados aqui. A decisão da saída do entreposto do Ceagesp da cidade de São Paulo não vem de agora, mas o governador quer definir isso ainda neste primeiro ano de sua gestão. E no local onde fica o atual Ceagesp será um Centro de Tecnologia, no modelo do Vale do Silício”, complementou o secretário.

“Agora o projeto está em fase de avaliação logística, fundamental para viabilização do projeto pela Secretaria de Logística e Transporte. Outro ponto que está em andamento é sobre a desapropriação de terreno para instalar o novo Ceagesp. Após esses estudos é que frisaremos qual estará mais próximo da modelagem do governo do Estado”, concluiu Vinholi.

Também participaram do encontro, comandado pelo presidente do Cioeste, o prefeito de Itapevi, Igor Soares, os prefeitos de Osasco, Rogério Lins, Barueri, Rubens Furlan; Carapicuíba, Marcos Neves; Santana de Parnaíba, Elvis César; Jandira, Paulo Barufi; Cotia, Rogério Franco; Pirapora do Bom Jesus, Gregório Máglio; e Vargem Grande Paulista, Josué Ramos.

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Comentários

6 Comentários

  1. Capitão não sei não , isso vai dar merda !
    Para o entreposto tem terreno , para o Ceagesp não , irão desapropriar ! Tem famílias lá ? Tô achando que sim ! haaaaa são iguais ratos né , sai de um buraco e vão para outro .
    Osasco, sei que vai lucrar pois tem uns dos impostos mais caro do Brasil a contar pelo IPTU ( e diga-se de passagem, descaradamente somos roubados eu comprei o terreno eu construí por que pagar esta porra de imposto)
    Carapicuíba pode arrecadar 1 trilhão por mês , passa ano entra ano e o que vemos e um verdadeiro lixão , assim como aqui em Osasco um descaso total .
    Empregos ! com salário injusto né pois a fome fala mais alto e precisamos comer , mas do outro lado também haverá desemprego e custos para quem optar em vir para nova região.Fico imaginando todo este investimento implantando na Saúde que está um caos , todo dia morrendo gente em corredores dos hospitais , meses para se fazer um exame . Mas ratos só precisa de migalhas né.
    Políticos e planos de saúde são exatamente iguais , só visão números , o resto é “resto”.

  2. Será uma ótima opção para ambas as partes tanto pra nós caminhoneiro e governo e população não a lugar mas apropriado espero com muita satisfação que está obra comece logo

  3. Será fundamental para Carapicuíba, economicamente falando, sem contar que terá vários vagas de emprego , concordo e apoio esse projeto, até que enfim lembrará de nós.

    • Em Carapicuíba, o local sugerido é o antigo lixão. Vai destruir o quê?
      A nota fala que é uma área de “recuperação” ambiental, não de “preservação”.

  4. Excelente o local escolhido. Trará muitos benefícios à região. Com amplos estacionamentos, acessos rodoferroviários, tratamentos de alto nível e com sustentabilidade dos resíduos sólidos gerados com geração de energia elétrica no tratamento e energia solar. Torço para que se confirme o projeto para esta região.

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