Site reúne informações sobre desaparecidos

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Portal reúne fotos, nomes e dados relacionados ao desaparecimento de moradores do município / Foto: Reprodução
Portal reúne fotos, nomes e dados relacionados ao desaparecimento de moradores do município / Foto: Reprodução

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Leandro Conceição

Foi lançado em Osasco na quarta-feira, 29, o Cadastro Municipal de Pessoas Desaparecidas, um site vinculado ao portal da prefeitura que reúne imagens e informações de moradores de Osasco que desapareceram. O lançamento do cadastro foi marcado por um seminário sobre o tema realizado na Sala Osasco, anexa ao Paço Municipal.
“[O cadastro] é uma ferramenta importante, que tem que ser multiplicada, alimentada”, afirma Sandra Moreno, fundadora do Instituto Ana Paula Moreno (Impar), que leva o nome da filha dela, desaparecida desde 2009. “Esse trabalho tem que ser divulgado também nas redes sociais, nos documentos da prefeitura”.
Sandra diz que há conversas para que outros municípios da região também tenham cadastros municipais de desaparecidos, como Carapicuíba, Barueri e Itapevi. “É importante que os municípios falem a mesma linguagem”.
Ela diz que um dos grandes entraves à busca por desaparecidos é a falta de apoio do Estado. “Muita gente, por exemplo, entra no hospital sem memória, porque sofreu um acidente, teve um problema de saúde, e não há um trabalho efetivo de busca pela família. Hoje a gente tem uma dificuldade porque os órgãos como hospitais, delegacias, IML não dialogam. Nossa esperança é que o poder público acorde de fato para o problema”.

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Acesse

O link para acessar o Cadastro Municipal de Pessoas Desaparecidas de Osasco está disponível ao portal da Prefeitura: osasco.sp.gov.br.

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Em busca da filha

A história de Sandra em sua busca pela filha desaparecida desde 2009 foi tema de reportagem do Visão Oeste em 2013. “O que me move é a dor, a saudade. Passo por cima de tudo, já fui a tudo que é lugar, em muitas cidades, à cracolândia, a bordéis. Já fui reconhecer muito corpo. Mas meu coração de mãe tem certeza que ela está viva. Para mim, ela foi raptada por um esquema de tráfico de pessoas”, contou ela na ocasião.
Esta semana ela recebeu mais um sinal de esperança e, nesta quinta viajou para Itu, no interior paulista: “Recebi uma denúncia de um possível paradeiro da minha filha, um dos tantos. Recebi algumas informações que fazem a gente pensar que deve ir atrás”.

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