Começaram bem as tratativas pela regulamentação do aplicativo Uber em Osasco, que pode ser a primeira cidade da região a regulamentar este serviço. Por meio do diálogo com representantes da empresa e taxistas, os maiores afetados pela chegada do novo modelo, Osasco pode encontrar um equilíbrio.

Há diversas questões a serem consideradas neste imbróglio. A primeira, de que não é possível ir contra o avanço da tecnologia. O poder público proibir uma novidade que tem grande demanda de mercado sem dialogar, sem buscar alternativas, é enxugar gelo e só estimula o confronto.

Além disso, a regulamentação deve buscar condições de trabalho adequadas aos trabalhadores que se tornam motoristas do Uber. Têm crescido as reclamações de rentabilidade baixa com o serviço e são comuns relatos de jornadas de trabalho excessivas, que colocam em risco profissionais e passageiros.

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Outro ponto a ser considerado é o preparo dos profissionais para lidar com o público. Não são raras denúncias de assédio sofrido por mulheres diante de profissionais que aderem ao serviço com poucos critérios.
Já os taxistas precisam parar de confrontos, que colocam a população contra eles, e buscar o diálogo para que os sistemas possam conviver com uma competição mais justa.

É o que parece ter ocorrido em encontro com o prefeito Rogério Lins na quarta, 25, quando a categoria reivindicou, como contrapartida à regulamentação do Uber, ações do município como redução de impostos e taxas e restrições aos concorrentes.
Esperamos que os diálogos pela regulamentação do Uber, considerando os fatores citados e muitos outros, avancem. Afinal, para nós, usuários, quanto mais alternativas, quanto maior a concorrência, sem clandestinidade, sem confrontos, sem medo, melhor.

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