Unifieo passa por reforma administrativa e corta funcionários

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Cocuzza afirma que Unifieo não vai fechar / Foto: Carol Nogueira
Cocuzza afirma que Unifieo não vai fechar / Foto: Carol Nogueira

Para tentar reerguer-se da crise, o Centro Universitário FIEO – Unifieo está realizando uma reforma administrativa. Dos 369 professores, 104 foram demitidos por abandono de emprego, entre os quais, os que estavam na greve reivindicando os seis meses de salários atrasados.

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A reforma é comandada pela nova administração do Unifieo, que tinha como reitor e pró-reitores, os membros da Fundação Instituto de Ensino para Osasco que é mantenedora da instituição. A partir do dia 18 de janeiro, os cargos passaram a ser exercidos por professores da Universidade.

Edmo Alves Meninni assumiu a reitoria e na pró- reitoria ficaram Ernesto Silvio Rossi Junior, Franco Oliveira Cocuzza e Miriam Mitsue Hayashi.

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De 2012 a 2016, a instituição perdeu cerca de 3.7 alunos e atualmente, têm 1.756 alunos. Diante deste cenário, a nova administração iniciou um Plano de Demissão Voluntária (PVD), que prevê a demissão de 37 trabalhadores, dos 191. Cerca de 70 não querem de desligar.

Além disso, haverá fechamento de alguns cursos. Atualmente, a Universidade conta com 30 cursos. Segundo Cocuzza, o Unifieo se mantém com as mensalidades e não são todos os cursos rentáveis. “Quem construiu tudo isso, foi o direito, administração e depois nós tivemos a informática e contabilidade, que ficavam no campus da Narciso. Com o dinheiro das mensalidade compramos esse prédio [da Vila Yara]”, destacou.

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Ainda não existe estimativa do número de cursos que serão fechados. “Estamos esperando pra esta semana muitas matrículas e até o final de semana fazer uma análise para saber quais cursos têm condições de seguir ou não”, disse. Com o fechamento dos cursos, alguns professores serão reaproveitados com a redução da carga horária, ou demitidos.

Cocuzza é professor de direito constitucional há 25 anos e foi enfático ao dizer que o Fieo não vai fechar. “Ainda que não tenhamos professor de nenhum outro curso. Eu te garanto que os professores do direito ficarão dando aula sem receber para não fechar. Nós vamos dar uma acertada, diminuir o tamanho e funcionar o que se paga por inteiro”, ressaltou.

 

 

Comentários

1 COMENTÁRIO

  1. A reportagem deve apurar urgentemente o que está acontecendo. Como trabalhadores em greve são demitidos? Segundo inúmeros relatos, foram quase uma centena demitidos por justa causa! Isso porque estavam a 6 meses sem receber e portanto, pararam de trabalhar! Como fica a lei da greve?! Ela garante a estabilidade de todos os trabalhadores. Por fim, porque a reportagem não ouviu os professores? E os alunos? E o sindicato dos professores? O Centro Universitário está acima da lei? E os professores demitidos no ano passado, que ainda não receberam seus direitos trabalhistas e tiveram que entrar na justiça? É assim, com esse exemplo, que eles querem formar advogados em Osasco? O amor pela minha cidade é proporcional a repulsa por esse ato.

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